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O NOVO ABISMO: Por que a IA está separando os NOVOS RICOS dos NOVOS POBRES

A IA é a DIFERENÇA entre RICOS e POBRES

Tem uma coisa muito perigosa acontecendo no mercado de trabalho.

E o mais assustador é que muita gente tá com o emprego em risco e nem sequer pensou no que a gente vai falar nesse vídeo.

A inteligência artificial tá separando dois tipos de gente.

Quem vai ficar milionário. E quem vai ver o salário diminuindo cada dia mais no mercado.

Nos próximos anos, muita gente vai descobrir isso do pior jeito possível: no próprio bolso.

De qual lado você quer estar? 

O CARRO QUE SE DIRIGE SOZINHO

Eu começo com um exemplo. Sabe esses carros novos, cheio de sensor?

Ele freia sozinho, mantém na faixa, avisa quando tem alguém no ponto cego. Os engenheiros chamam isso de ADAS, que é um nome chique pra esses assistentes de direção.

Quando esses sistemas apareceram, o que a gente pensou? Que ia ser a salvação dos roda dura. Aquele que dirige mal, ou que fica moscando, se distrai.

Na prática, aconteceu uma coisa curiosa.

Quem mais aproveita esses assistentes é o motorista que já é bom. Ele entende o que o carro está fazendo, sabe quando confiar e sabe a hora de assumir o volante de novo.

O motorista ruim nem sabe que isso existe. Ou faz o contrário. Larga tudo na mão do carro, para de prestar atenção, e quando o sistema erra, ele não tem reflexo nem experiência pra corrigir.

Tem até um nome bonito pra isso na engenharia: complacência com a automação. 

Quanto mais a máquina parece competente, mais a gente relaxa. E é justamente aí que mora o perigo.

Guarda essa imagem na cabeça, porque é exatamente isso que está acontecendo com a inteligência artificial no trabalho.Só que agora com o seu salário pagando o pato. Será que é assim mesmo?

O EXPERIMENTO DOS CONSULTORES

Tem uma pesquisa de Harvard pegou 758 consultores de verdade, 

gente formada nas melhores universidades do mundo, e dividiu em grupos. Uma parte usava IA, a outra não.

Nas tarefas em que a IA estava dentro do seu campo de competência, o ganho foi brutal: a qualidade das respostas subiu cerca de 40%, e os consultores chegaram à etapa final aproximadamente 25% mais rápido.

Mas aí apareceu algo diferente. Dentro das tarefas que a IA domina, quem mais melhorou foi o consultor mais fraco. 

Os que estavam abaixo da média ganharam 43% de desempenho. Os acima da média ganharam 17%.

Ou seja, numa tarefa que a máquina sabe fazer, ela puxa todo mundo pra cima e encurta a distância entre o fraco e o forte. 

O problema apareceu quando os pesquisadores fizeram uma maldade de propósito.

Eles deram uma tarefa desenhada pra ficar fora do que a IA consegue resolver direito. Você pode pensar: com pegadinha, é sacanagem. Nada, acontece todo dia em quem usa IA: você nunca sabe o que é de verdade e o que a IA inventou.

E nessa tarefa, quem usou a inteligência artificial acertou 19 pontos percentuais a menos do que quem não usou nada. 

Ou seja, a IA consegue ser ainda pior que um humano em algumas tarefas.

E é aí que a porca torce o rabo. A IA erra, e erra com convicção absoluta. Te entrega um texto bonito, organizado, convincente. E errado.

E aí o abismo entre o experiente e o novato fica gigante. Quem tem bagagem na área olha aquilo e franze a testa. Sente o cheirinho de coisa estranha. E Vai conferir.

Quem não tem bagagem aceita. Copia, cola, entrega. E nem percebe que aceitou algo burro, escrito de forma inteligente.

Tem outro estudo, da Stanford com o MIT, feito numa central de atendimento, que mostra a outra ponta. 

Em tarefa simples e repetitiva, a IA ajudou mais quem era iniciante. 

Os atendentes novatos ganharam cerca de 34% de produtividade, enquanto os veteranos quase não mudaram.

Então a régua é essa. Em tarefa repetitiva e fácil de medir, a ferramenta levanta a régua de quem sabe pouco.

Já no trabalho que exige julgamento, decisão de investimento, diagnóstico, estratégia, projeto de engenharia, a bagagem faz toda a diferença. Porque nesses casos errar custa caro e a resposta certa não é óbvia.

O CÉREBRO QUE DESLIGA

A própria Microsoft resolveu medir um efeito que todo mundo desconfiava.

Eles estudaram 319 profissionais que usam IA toda semana no trabalho e analisaram mais de 900 situações reais de uso.

A descoberta foi essa. Quanto mais a pessoa confiava na inteligência artificial, menos ela usava o cérebro. Menos usava o próprio pensamento crítico. E quanto mais confiava na própria capacidade, mais ela conferia o que a máquina entregava.

Os pesquisadores também trouxeram o que separa o bom uso do mau uso. O bom uso é definir um objetivo claro, melhorar o comando que você dá pra ferramenta e conferir a resposta em fontes de fora e em o seu próprio conhecimento.

Veja bem. Em seu próprio conhecimento.

Se você não sabe nada sobre o assunto, você não tem com o que comparar. Só tem a resposta da máquina. E vai nela de olho fechado.

É como pedir uma segunda opinião médica pra alguém que nunca estudou medicina. Ou pedir dica de honestidade pra político. Ou de convivência conjugal pra padre.

Você até ouve, mesmo sabendo que a pessoa nunca viveu aquilo de verdade.

Os pesquisadores notaram ainda um agravante. Esse desligamento do cérebro aparece mais nas tarefas que a pessoa considera simples e de baixo risco. Justamente quando você baixa a guarda é que o ferro vem. Igual acontece nos acidentes de carro quando a pessoa tá chegando em casa.

O BRASIL QUE USA MUITO E ENTENDE POUCO

Agora olha como isso aparece aqui no Brasil. A PwC ouviu quase 50 mil profissionais em 48 países. E o brasileiro apareceu na frente de todo mundo.

Olha no gráfico na tela. Por aqui, 71% dos profissionais usaram alguma ferramenta de IA no trabalho no último ano, contra 54% na média mundial. E 79% relataram melhora na produtividade.

No uso diário a diferença é ainda maior. 26% dos brasileiros usam IA generativa todo dia, quase o dobro da média global, que é de 14%.

Parece ótimo, né? Calma, champs.

Aí entra o dado da Serasa Experian, que fez um levantamento sério sobre o preparo do trabalhador brasileiro.

Menos de 20% dos profissionais brasileiros se sentem preparados pra usar inteligência artificial no trabalho. 

E 60% dizem estar só parcialmente preparados.

Quer dizer, o brasileiro usa a ferramenta mais do que quase todo mundo no planeta. E a imensa maioria usa sem se sentir preparada. Lembra lá do exemplo do carro? O Brasileiro tá dirigindo sem entender os sensores.

Usar muito é uma coisa. Usar bem é outra completamente diferente. Quem usa sem critério está terceirizando o próprio julgamento pra uma máquina que erra com confiança.

E o julgamento é exatamente o que mais pesa quando o assunto é o seu patrimônio.

Agora volta comigo, porque tem uma turma inteira indo pro caminho oposto. E pagando caro por isso.

A TURMA QUE ODEIA A IA

Sabe os xovens? Aqueles que adoram tecnologia? Pois é, não adoram. Pelo contrário, no caso da IA.

A Gallup, ouviu mais de 1.500 jovens americanos de 14 a 29 anos no começo desse ano.

Olha aqui na imagem. 

Quase metade dos jovens que trabalham, 48%, acha que os riscos da IA no trabalho são maiores que os benefícios. Um ano antes eram 37%.

A raiva contra a tecnologia subiu de 22% pra 31%. 

E o entusiasmo com a IA caiu de 36 para 22%.

E olha que curioso. Aqui no Brasil, aquele levantamento da Serasa mostrou que a Geração Z é justamente a que mais se sente preparada pra usar a ferramenta. E é também a geração com a visão menos positiva sobre ela.

É a turma que sabe mexer melhor e mesmo assim é a mais desconfiada. Sabe dirigir o carro mas prefere descer dele.

Tem um motivo nobre nisso, é verdade. Muitos sentem que a IA atrapalha o aprendizado, deixa as pessoas preguiçosas, desvaloriza o trabalho humano.

E eles não estão totalmente errados. Aquele estudo da Microsoft que eu te mostrei dá razão pra parte dessa preocupação.

Só que o mercado não está nem aí pro sentimento de ninguém. E os números a seguir doem.

O ÓDIO QUE CUSTA CARO

E olha onde tá indo o ódio pela IA. 

Uma pesquisa ouviu 2.400 pessoas, metade funcionários e metade executivos de alto escalão..

29% dos trabalhadores admitem que sabotam a estratégia de IA da própria empresa. Entre os mais jovens, esse número sobe pra 44%.

Sabotando como? Se recusando a usar as ferramentas, ignorando treinamento, jogando dado da empresa em ferramenta não autorizada e até entregando trabalho ruim de propósito pra IA parecer ineficiente.

Os executivos perceberam.  60% das empresas ouvidas planejam demitir quem não consegue ou não quer usar IA.

Agora olha quem está do outro lado dessa mesma pesquisa.

Os profissionais que dominaram a ferramenta, os tais super usuários, tiveram três vezes mais chance de receber promoção e aumento no último ano.

Três vezes. Esses super usuários economizam quase nove horas por semana usando IA. Quem usa pouco economiza só duas.

Ou seja, no fim da história, é um jogo de produtividade. Quem usa a IA bem entrega mais por cada hora trabalhada.

Vaos colocar sete horas de diferença por semana, toda semana. Multiplica por um ano de trabalho e dá mais de 300 horas. Mais de oito semanas inteiras de vantagem de um sobre o outro.

Enquanto um termina o relatório em uma hora e vai cuidar do que importa, o outro passa a tarde no mesmo documento. No fim do ano, um entregou o dobro. Quem você acha que a empresa promove?

O parente do chefe, claro. Digo, quem entregou mais. Se a sua empresa é inteligente.

A CONTA NO SEU SALÁRIO

Vamos botar isso em dinheiro, que é o que interessa.

O estudo Barômetro de Empregos em IA analisou perto de um bilhão de vagas de trabalho pelo mundo.

Trabalhadores com habilidades em IA ganham em média 56% a mais do que quem faz função parecida sem essas habilidades. 

Um ano antes, esse prêmio era de 25%. Mais que dobrou em um ano.

Ou seja. Um ganha cinco mil reais por mês. O outro, com a habilidade valorizada, leva o prêmio cheio e passa de 7.800 reais.

São mais de 2.800 reais de diferença por mês. Num ano, passa de 33 mil reais. Dinheiro que paga escola de filho, que vira aporte, que muda o tamanho da sua aposentadoria.

Agora, honestidade total, porque aqui a gente não vende ilusão.

Esse prêmio de 56% não cai do céu porque a pessoa abriu um chat. Boa parte vem de gente que já era qualificada e juntou a IA ao que já sabia. Volta no motorista bom do começo do vídeo.

Quem não tem base não vira super usuário do dia pra noite. A ferramenta multiplica o que você já tem. Se você tem pouco, ela multiplica pouco. Se tem muito, ela te coloca em outro patamar.

É a mesma lógica do dinheiro, aliás. O rico pode apostar 500 mil num negócio arriscado, que se der ruim, não quebra o cara. Mas se multiplica por 2, é um milhão na carteira.

É o jogo, meu amigo.

A ESCADA QUE ESTÁ SUMINDO

Essa corrida tem uma consequência que afeta principalmente quem está começando agora. E os filhos de quem está me assistindo.

A PwC perguntou pros presidentes das empresas brasileiras o que vai acontecer com as vagas de início de carreira.

60% dos CEOs brasileiros disseram que vão precisar de menos profissionais em início de carreira nos próximos três anos. No mundo, são 49%.

Pensa no que isso significa. A IA já faz boa parte do trabalho que era do estagiário e do júnior. O relatório básico, o resumo, a primeira versão de qualquer coisa.

Só que era exatamente fazendo esse trabalho chato que o júnior virava pleno, e o pleno virava sênior. A experiência vinha daí.

Aí eu te pergunto: como que vai ganhar experiência o caboclo? Se a máquina assume o degrau de baixo, a escada fica sem o primeiro degrau. E daqui a dez anos, de onde vão sair os profissionais experientes?

Esse é um problema que as empresas ainda não resolveram. Pro jovem, a lição é dura. Entrar no mercado vai exigir chegar mais pronto, com mais base e mais critério. E pros pais, fica o recado de que o diploma sozinho vale cada vez menos.

Como eu falei nesse vídeo do caso dos médicos, lembra? Se a pista tá salgada até pra eles, meu amigo, aí você imagina o resto.

COMO BLINDAR A SUA CARREIRA

Então a pergunta que vale mais do que dinheiro é essa. Como continuar ganhando dinheiro quando é a máquina que escreve, resume, programa e desenha?

Acho que cada vez mais a gente vai precisar de base. De conhecimentos sólidos na nossa área, de pensamento crítico. Justamente numa época que a gente tá viciado em dopamina, na frente do celular. 

E que 3 a cada 10 brasileiros são analfabetos funcionais. Coisa que não se corrige agora, nem se o político que vier em outubro for o melhor do planeta. É coisa de geraçòes, e o brasil não investe nada pro futuro. Como eu falei nesse vídeo aqui em cima.

Porque a pessoa preparada ela tem a capacidade de olhar uma resposta pronta e saber se ela está certa, se cabe no seu contexto, se o risco compensa. Isso só vem com base técnica e com cicatriz de quem já errou.

E mesmo preparado, não dá pra parar de estudar. 

Nas profissões mais expostas à IA, as habilidades exigidas pelos empregadores estão mudando 66% mais rápido do que nas demais.

Traduzindo, o que te trouxe até aqui talvez não te mantenha aí. Quem parou de estudar há cinco anos já está desatualizado, mesmo sem ter mudado de cargo.

E ninguém vai cuidar dessa atualização por você. Nem o governo, nem o INSS, nem a empresa. 

Lembra de uma coisa também: relacionamento. Ou network, como é o termo da moda. Pessoas ainda gostam e confiam em pessoas. Negócio é fechado no aperto de mão, no fio do bigode, como diz aqui em minas. Cliente que volta porque confia em você. A máquina não entrega nada disso. E talvez nunca vá entregar.

Como também AINDA não faz trabalho físico. Eletricista, mecânico, enfermeiro, técnico de manutenção. Trabalho manual qualificado está cada vez mais valorizado, porque é justamente o que a IA não alcança. AINDA.

Reserva uma hora por semana pra testar a ferramenta na sua profissão. Ou quem sabe, em até alguma outra área que você quer se aventurar.

Fazer um software com IA hoje, que nem precisa saber programar uma linha sequer. Perdi 5 anos de engenharia e mais uns 10 na empresa, quando eu trabalhava como garoto de programa.

E se o seu trabalho hoje é só repetir tarefa, começa agora a subir um degrau. Pega pra você a parte que exige decisão, conversa com cliente, responsabilidade. É só assumindo mais riscos que a gente prospera. Não tem rico sem risco.

E trabalhando na empresa dos outros esse risco diminui muito.

Mas e você, está pronto pra usar a IA pra ganhar mais dinheiro? Ou tá preocupadão?

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