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VOCÊ tem CARTÃO DO ITAÚ? Então VOCÊ PRECISA VER ISSO!!!

EXTREMA MÁ FÉ. Foi assim que a atitude do itau foi classificada peloministério público

Você confere a sua fatura do cartão linha por linha? Não o valor total lá embaixo. Cada linha, uma por uma.

Porque tem um banco gigante laranja que fechou um acordo sobre uma coisa muito feia. Por catorze anos ele cobrou os clientes por serviço que ninguém pediu.

E o pior de tudo: do jeito mais difícil possível de você perceber.

É o tipo de coisa que sai do bolso de quem trabalha duro, junta com sacrifício e confia que o banco tá jogando limpo.

Esse vídeo aqui pode estar falando da sua fatura. Ou da fatura da sua mãe, do seu pai, da sua avó. Então já deixa o like e se inscreve no canal, porque isso aqui vai salvar o bolso de muita gente.

Bora nessa.

COBRARAM O QUE VOCÊ NÃO PEDIU

O banco é o Itaú. O maior banco privado do país.

Ele assinou um acordo com o Ministério Público de Minas Gerais e sobre um ponto muito triste: 

por catorze anos, teria lançado cobranças indevidas na fatura do cartão de crédito de centenas de milhares de clientes.

Eram seguros e outros serviços. Seguro disso, seguro daquilo. Coisa que o cliente não contratou e, em muito caso, nem sabia que existia.

As cobranças rolaram entre 2011 e o fim do ano passado. Catorze anos de fatura. E na maioria das vezes ninguém percebia, porque o valor era miudinho.

Calma que a história fica melhor. Porque o banco não parou em cobrar errado. O negócio parece ter sido feito pra você não conseguir reclamar.

O TRUQUE DO NOME ESQUISITO

Pega a sua fatura e imagina uma linha assim: Seguro de AP Premiado. Ou Lig Bloqueio. Ou Seguro Proteção Especial.

Olha esses nomes na tela. Você bate o olho e não entende nada, né?

E é esse o ponto. O nome parece ser confuso de propósito.

A própria ação do Ministério Público diz exatamente isso. O nome genérico jogava o cliente numa caça pra descobrir qual era a empresa por trás da cobrança. Aí fica difícil contestar, difícil cancelar, difícil até saber pra quem ligar.

Como a cobrança vinha dentro da fatura, muita gente pagava com medo.

Medo de não pagar o total e cair no juros do rotativo, pagar multa.. Aí pagava o seguro fantasma só pra não levar uma chibatada ainda maior.

Afinal, o rotativo do cartão, o juro quando você não paga ou paga só o mínimo, passa de 400% ao ano, segundo o Banco Central. 

É um dos créditos mais caros que existem no Brasil. Como ninguém quer cair nele, então a pessoa engolia o choro e pagava.

Pensa na cara de pau. A pessoa paga um serviço que não pediu, só pra escapar do juros que o próprio banco ia cobrar por causa daquele serviço.

E quem conseguia identificar e pedia pra cancelar? Aí era teste de paciência.

Teve até caso em que o banco se comprometeu a parar a cobrança, e mesmo assim o valor continuou pingando na fatura nos meses seguintes.

Teve cartão que a pessoa nunca pediu, nunca desbloqueou, nunca usou. Tava parado na gaveta. E mesmo assim apareceu cobrança de seguro nele.

POR QUE SEMPRE UM TROCADO

Repara numa coisa: o valor era sempre pequeno. E isso não é à toa.

Cobrança grande você vê na hora e liga reclamando. Já uns trocados somem no meio de uma fatura cheia de compra.

Os relatos do caso falam em valores muitas vezes abaixo de dez reais por mês. É o tipo de coisa que o seu tempo pra reclamar no banco vale mais do que isso. Xapralá.

Imagina uma cobrança de oito reais por mês. Parece nada, certo? Oito reais por mês dá quase cem reais no ano. Em catorze anos, isso passa de mil e trezentos reais saindo do bolso de uma pessoa só. Por um serviço que ela nunca pediu.

Agora pensa na sua casa. Você tem um cartão, sua esposa tem outro, e tem o cartão de loja da sua mãe que você ajuda a pagar. Três cartões com um seguro fantasma de oito reais cada.

São vinte e quatro reais por mês de uma família só. Nos mesmos catorze anos, isso passa de quatro mil reais. Dinheiro que daria pra uma viagem, pra um curso do filho, pra começar uma reserva.

E isso é uma família. Foram centenas de milhares de clientes.

Mas teve coisa bem mais alta 

Uma consumidora de Porto Alegre foi cobrada em R$ 33,90 por um seguro num cartão Marisa Itaucard sem ter pedido, outra em R$ 26,90 por um “seguro fatura protegida”, um cliente em R$ 13,90 por “seguro compra segura” e até R$ 4,30 por “envio de mensagem automática”. 

E quanto deu no total? O banco não disse. 

O Metrópoles, que destrinchou o caso, perguntou quantos clientes foram lesados e qual o valor. Não teve resposta.

NÃO ERA SÓ CLIENTE DO ITAÚ

Agora segura essa.Você pode ter sido cobrado mesmo sem nunca ter aberto conta no Itaú.

Como assim? O Itaú administra cartão de um monte de loja. 

Sabe aquele cartão da loja, do posto, de companhia aérea? Por trás de muita marca conhecida, quem opera o cartão é o Itaucard.

E aqui mora o perigo. Boa parte das reclamações vem de cartão feito no balcão da loja. Você vai comprar, o vendedor oferece o cartão da casa, e no meio da papelada entra um seguro junto. Você assina achando que é só o cartão.

A ação lista os parceiros da época: Magazine Luiza, Ponto Frio, Walmart, Sam’s, Extra, Livraria Cultura, Ipiranga, Fiat, Volkswagen, Ford, TAM, Azul, Vivo e TIM.

Em 2016, quando veio a denúncia, eram 133 tipos de cartão diferentes. Cento e trinta e três.

Ou seja, mesmo quem fugiu do banco laranja e só usa o cartãozinho da loja pode estar dentro dessa história.

Você pega o cartão pra parcelar uma geladeira e sai com um seguro que nunca quis. É raro mas acontece todo dia.

QUEM GANHA QUANDO VOCÊ NÃO OLHA

Banco grande ganha dinheiro com a sua distração. Cada linha pequena que você não confere vira lucro mês após mês, no piloto automático.

E olha o tamanho do bicho. Ano passado, sozinho, o Itaú lucrou quase R$ 47 bilhões. Isso é mais do que o Bradesco e o Santander lucraram juntos.

Um banco que lucra 47 bilhões num ano ainda achava válido te tirar oito reais por mês no escuro. Para e pensa nisso.

Quantos reais por mês você perde porque não controla? A sua independência começa em parar de entregar o controle do seu dinheiro pra quem ganha comissão em cima de você.

Esses oito reais por mês parecem nada. Mas é o mesmo descuido que deixa o salário inteiro mal aplicado, a poupança rendendo menos que a inflação e a aposentadoria na mão do governo. É um pouco que vaza e vira muito lá na frente.

Como diz o ditado: “um pequeno vazamento afunda um grande navio”

Eu sempre falo aqui: a gente trabalha demais pra deixar o dinheiro escorrer por um ralo que dá pra fechar em dez minutos. 

E O QUE O ITAÚ DIZ?

Mas o que o Itau diz?

Ele fala que assinou o acordo pra encerrar de forma consensual uma disputa que começou lá em 2016. E afirmou que isso não é reconhecimento de culpa.

O banco alegou que era uma briga antiga, de uma época em que as regras e a tecnologia pra contratar esse tipo de seguro eram diferentes.

Traduzindo o juridiquês: mandou um “foi sem querer querendo”

Claro, nem toda cobrança de seguro na sua fatura é roubo.

Tem gente que clicou em sim numa tela, contratou e esqueceu. Tem seguro que é útil e que a pessoa quis mesmo. Isso existe e é legítimo.

A treta é outra. Quando o cliente não pediu, quando ele pede pra cancelar e a cobrança continua, e quando o nome é embolado pra ninguém achar, aí não tem desculpa de tecnologia da época que segure. Me ajuda aí, Itau.

Tanto que o nosso Código de Defesa do Consumidor já diz, há mais de trinta anos, que cobrar por serviço que a pessoa não autorizou é prática abusiva, sem meio termo.

O promotor que assinou a ação foi direto. Chamou de extrema má-fé. 

E deixou registrado no documento: foi coisa repetida, por anos, contra milhares de pessoas. Nada de erro pontual de sistema.

O ACORDO QUE QUASE NINGUÉM VAI USAR

Mas calma que piora.

O acordo só saiu dez anos depois que a ação começou. Dez anos. E pra você tentar reaver os caraminguá que saíram da sua fatura, te contar, vai ser uma tarefa hercúlea.

Olha só. Pra receber o seu dinheiro de volta, você precisa juntar três coisas ao mesmo tempo.

Primeiro, provar que teve a cobrança de um seguro que não contratou, entre junho de 2011 e dezembro do ano passado. Esse ano já não vale mais.

Segundo, ter registrado uma reclamação formal até dezembro do ano passado. No próprio Itaú ou num canal oficial, tipo o consumidor.gov.br, o Procon, o Reclame Aqui ou o Idec.

De novo, agora não adianta mais também.

Terceiro, e esse é o golpe de mestre: você tem que comprovar que não pediu o serviço. O banco aceita pagar pelo que aconteceu, mas quem tem que provar inocência é você.

É sério. Quer dizer, é engraçado, melhor dizendo. Mas é a verdade.

Sentiu o tamanho da pegadinha? Como que prova que não pediu??

Se você tá sabendo disso agora nesse vídeo, em 2026, percebeu que foi lesado e correu pra reclamar, dançou. Se não registrou até dezembro do ano passado, não tem direito ao ressarcimento.

E presta atenção. Esse acordo foi fechado junto com o Procon de Minas e com o Idec, que é um instituto de defesa do consumidor. Tem alcance nacional, vale pro Brasil inteiro. E saiu barato pro itau, né, vamos combinar.

É o tipo de regra feita pra te cansar. Tanta etapa, tanto prazo, que a maioria desiste no meio do caminho. E quando a maioria desiste, o dinheiro fica com quem? Com o banco.

Olha, eu sou o cara que defende menos burocracia e mais responsabilidade individual. Mas responsabilidade individual não vale como desculpa pra empresa grande cobrar errado e depois exigir que o cliente prove o que nunca aconteceu.

O QUE A LEI DIZ (E O BANCO TORCE PRA VOCÊ NÃO SABER)

Tem uma coisa que o banco torce pra você não saber. A lei já te protege, e protege forte.

O Código de Defesa do Consumidor, lá no artigo 39, fala claramente que cobrar por um serviço que a pessoa não pediu é prática abusiva.

E vai além. Serviço que você não contratou conta como amostra grátis. Pela lei, você não deve nada por ele.

E o artigo 42 diz que quem foi cobrado em quantia indevida tem direito a receber de volta o dobro do que pagou a mais, corrigido e com juros, salvo engano justificável.

Ou seja: numa ação individual, muita gente teria direito ao dobro, não só ao valor simples. 

Inclusive, esse é o ponto: o caminho individual continua aberto. Dá pra ir sozinho e exigir mais do que o acordo coletivo.

Ou seja, se apareceu na sua fatura um seguro que você nunca pediu, a lei tá do seu lado pra contestar e não pagar. O banco devolver esse dinheiro é obrigação dele, não um favor.

MAS É SÓ O ITAÚ?

Mas será que é só o Itau que faz isso? Quem dera fosse um fato isolado, meu amigo.

Na verdade os bancos digitais têm mais reclamações do que os bancões ainda.

No ranking de reclamações do Banco Central, irregularidades ligadas a cartão de crédito são a principal queixa dos brasileiros, com quase 5 mil reclamações em um trimestre.

Mas sim, o Itaú aparece entre os bancos onde essas cobranças não reconhecidas no cartão mais apareceram.

COMO SE PROTEGER NA PRÁTICA

Mas chega de problema. Bora pra solução, que é isso que enche o seu bolso e tira o sono do banco.

Faz isso ainda hoje. 

  1. Confere a fatura. A sua e a fatura de quem você cuida. Pai, mãe, avó. Os mais velhos são os que menos conferem e os que mais levam seguro embutido.

Pega a fatura dos últimos meses. Abre o app e procura qualquer linha com a palavra seguro, proteção, premiado, renda ou bloqueio. Lê com calma.

Achou alguma coisa que você não reconhece? Não paga no susto. Liga no banco e pede o nome completo do serviço, a data que começou e quem contratou.

Pede o cancelamento e, principalmente, pede o número do protocolo. Anota esse protocolo. Sem protocolo, pra empresa, a conversa nunca existiu.

Se continuarem cobrando depois do cancelamento, aí você registra no consumidor.gov.br e no Procon. É de graça e fica tudo documentado.

E se o atendimento enrolar, manda tudo por escrito, pelo app ou pelo e-mail. 

E tira print de tudo. Print da fatura, print da conversa, print do protocolo. Eu faço isso com as contas da minha família todo mês. Leva dez minutos e já me devolveu dinheiro mais de uma vez.

Confere também o débito automático e a aba de seguros dentro do app. É ali que mora muito bicho esquecido.

Uma fatura conferida é a sua melhor defesa. O banco aposta que você não vai olhar. Faz ele perder essa aposta.

Quer mais dica boa? Claro, é por isso que você se inscreveu aqui, não é?

  1. Cria uma conta ou um cartão só pra assinatura e débito automático. Joga Netflix, seguro, academia, tudo que é recorrente, num cartão separado. Aí, quando aparece uma cobrança fantasma, ela grita na hora, porque aquele cartão só deveria ter aquilo que você escolheu. 

No cartão do dia a dia, cheio de compra, um seguro de oito reais some, que foi exatamente o que aconteceu no caso do Itaú.

  1. Quando você for testar alguma coisa, usa o cartão virtual temporário.

Aquele de uso único ou com limite baixo no app do banco. Acabou o teste, o serviço tenta renovar e a cobrança simplesmente não passa. Mata a renovação silenciosa sem você ter que lembrar de cancelar.

  1. Fecha o cartão de loja que você não usa. O bom é nem pedir, mas enfim. O caso do Itaú mostrou que o cartão de loja parado é o elo mais fraco, porque a pessoa nem olha a fatura dele. Se você pegou um cartão Magazine, Riachuelo, posto, só pra um parcelamento e nunca mais usou, pede o cancelamento formal e guarda o protocolo. Cartão fechado não recebe seguro fantasma.
  1. Cuidado com golpes! Sim, o golpe tá aí, cai quem quer. Golpistas estão surfando na repercussão do caso. Bota fé? O próprio Itaú avisou que não pede pagamento pra liberar ressarcimento e não solicita senha, código ou dado pessoal por telefone, então qualquer contato nesse sentido é fraude.

O DINHEIRO É SEU, A RESPONSABILIDADE TAMBÉM

É, meu amigo. Um dos maiores bancos do país concorda em pagar a conta pela cobrança, por catorze anos, sobre o que o cliente não pediu. Colocou nome difícil. E ainda fez um acordo que deixa quase todo mundo de fora.

A defesa é simples e tá na sua mão. É o seu dinheiro. Isso sem falar dos produtos maravilhosos que eles te empurram. Maravilhosos pro banco, claro, né? O gerente do banco é um vendedor de produtos financeiros. Ganha dinheiro de comissão de produtos, que via de regra, quanto pior pra você, melhor pro banco. É COE, título de capitalizaçào, seguros e previdência ruim, enfim, não tem fim.

Eu nunca aceitei esse jogo. Por isso que fui pro lado da consultoria, onde a gente é proibido por lei inclusive de ganhar comissão vendendo produto. Isso inclusive me coloca do seu lado, te indicando investimentos que sejam realmente bons pra você.

Se estiver precisando de ajuda para montar a sua carteira de investimentos, é só chamar a gente no link do primeiro comentário.

Mas me conta, você confere a sua fatura? Tá satisfeito com o gerentão? Vamos conversar. E depois, já emenda nesses vídeos aqui do lado para aumentar o seu aprendizado.

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