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O que os BANCOS estão fazendo com o BRASILEIRO é DESUMANO

A EPIDEMIA DE CANSAÇO QUE INVADIU O BRASIL (E NINGUÉM PERCEBEU)

CANSADO ANTES DOS 30

Acordou cansado, trabalhou cansado, dormiu cansado, e mesmo assim a conta no fim do mês não fechou?

Pois é. Você não está sozinho.O Brasil inteiro está passando por isso agora mesmo

 E sabe o que é pior? De repente você é como eu, já tem mais de 40 anos, então já trabalhou bastante. Agora, e o que dizer da galera que tá esgotada antes dos 30?

E ficando mais pobre, exatamente por conta disso.

Tem número do governo, tem dado da Serasa, tem registro do INSS provando que o cansaço é geral. Virou epidemia no Brasil.. E o pior: ele sai bem caro.

Esse vídeo vai te mostrar como o esgotamento mexe no seu bolso de um jeito que você nunca parou pra pensar, e o que fazer pra não cair na armadilha. Obrigado pelo seu like que tanto ajuda o nosso trabalho.

O CANSAÇO TEM PREÇO

Tudo. Tem coisa que parece óbvia, mas como dizem por aí, o óbvio precisa ser dito. Gente cansada toma decisão ruim com dinheiro. Quase sempre.

Quando você tá no talo, exausto, sem pingo de energia pra raciocinar, você faz o quê? O caminho mais fácil.

Passa o cartão sem pensar. Sem nem olhar o preço. Pede o iFood toda noite porque não tem força pra cozinhar. Assina aquele serviço que dá trabalho pra cancelar. Compra por impulso no celular, deitadão na cama, meia-noite.

Inclusive por se sentir cansado, você acha que tem o direito ou que você “merece” comprar mais.

E aí, o boleto do seu cartão no fim do mês fica uma verdadeira soma de decisões ruins.

E o pior é que você nem lembra direito onde foi parar o dinheiro. Foi tudo no automático, no cansaço.

 Eu não sei se você já reparou numa coisa.. O sistema financeiro adora gente cansada. Adora mesmo.

Porque é nesse exato momento, no piloto automático, que você assina as piores escolhas da sua vida financeira.

O cansaço começa na cabeça e termina no seu extrato bancário. Todo santo mês.

Provavelmente você já viveu isso. Comenta aqui embaixo se você já passou por essa situação.

O QUE OS NÚMEROS DIZEM

Agora segura essa.

No passado, a gente bateu recorde de afastamento do trabalho por transtorno mental. Mais de 400 mil licenças concedidas.

Quase 70% mais que no ano anterior. Em doze meses só.

A ansiedade liderou, com mais de 140 mil casos. Depois veio a depressão. É muita gente quebrando por dentro, tentando não perder o emprego.

Não por acaso, o Brasil é o país mais ansioso do mundo.

O problema é que a sua fatura do Nubank não quer nem saber do seu estado de saúde. A pessoa até se afasta pelo INSS, mas o benefício do INSS costuma ser bem menor que o salário.

Na média, quem ficou afastado recebeu por volta de 1.900 reais por mês. Tenta pagar aluguel, mercado e conta de luz com isso de uma hora pra outra. E durante três meses, que foi a média do afastamento.

E aí, o que acontece? Todo mundo paga a conta. O rombo desses afastamentos pra Previdência passou de 3 bilhões de reais num ano.

E sabe onde a coisa fica ainda mais feia? Você pode pensar assim, entre os mais velhos, né? Porque eles trabalharam mais e aí o corpo e a mente já não dão mais conta de suportar. 

Errouuu. Entre os mais jovens.

Entre a galera que nasceu a partir de 1995, 8 em cada 10 relatam sinais de esgotamento ligado ao uso de tecnologia.

Sim, os jovens viraram cringe. Se pudessem, voltavam para o offline. Desistiam de tecnologia.

O Ex CEO do Google Eric Smith foi vaiado por 14 minutos numa cerimônia de formatura.

O Xóven tem raiva da IA e até das empresas de tecnologia. Dizem isso digitando atrás de um celular feito por uma big tech, claro.

Mas aqui em terras tupiniquins, nosso buraco é mais embaixo. 7 em cada 10 brasileiros estão desengajados no trabalho. Quer dizer, vão lá, batem ponto, fingem que tão presentes, mas já desistiram por dentro.

Criaram até um novo termo chamado de Bore out, não burnout como você já deve ter ouvido falar. Bore out mesmo, uma síndrome do tédio extremo.

Lá fora também. uma pesquisa americana apontou que 1 em cada 4 pessoas chega aos 30 já esgotado.

E quando perguntaram o que mais causa esse estresse, adivinha o que ficou em primeiro lugar? Dinheiro.

Se tá difícil para o americano, meu amigo, imagina aqui para o brasileiro, né?

Tá vendo o ciclo se fechando? O cansaço atrapalha o dinheiro, e a falta de dinheiro aumenta o cansaço. Um alimentando o outro.

Você conhece alguém assim? Ou tá se vendo no espelho agora?

A ARMADILHA DO CARTÃO

Quando a pessoa tá esgotada, ela não para pra fazer conta. Ela só quer resolver o problema e ir dormir. E o crédito fácil tá ali, sorrindo, de braços abertos pra você.

Se não caiu a sua ficha ainda, sim, cartão de crédito é crédito, é dinheiro dos outros e custa caro pra você. Sobretudo se você não dá conta de pagar, paga a fatura mínima ou simplesmente não dá conta de pagar, que aí fica difícil mesmo.

Olha esse dado da Serasa na tela. O pedido de cartão de crédito no Brasil cresceu 111% em um ano. E mais de um terço dessa procura veio de jovens de 20 a 29 anos.

Pedido de empréstimo, no mesmo período, subiu 92%. E a maioria de quem corre atrás ganha entre um e dois salários mínimos. Ou seja, é gente que já tá no aperto cavando buraco na expectativa de tapar buraco. Fala se não é isso mesmo que acontece quando você usa o cartão de crédito como reserva de emergência.

Em muitos casos, essa fatura come 60% da renda da pessoa. Pensa só. Se mais da metade do que você ganha já tá comprometida com cartão, sobra o quê pra viver? Pra guardar? Pra investir? Praticamente nada.

Isso ajuda a gente a entender o tamanho da bola de neve no país. O Brasil tem quase 79 milhões de pessoas com o nome sujo. 

Quando não dá pra pagar a fatura inteira, entra o tal do rotativo. É quando você paga só uma parte da fatura, e o banco te empresta o resto cobrando o juro mais caro que existe no mercado. É aí que a casa desaba.

Imagina que você deixou 1.000 reais sem pagar no cartão. Pela regra antiga, com o rotativo passando de 430% ao ano, esse mil reais virava mais de 5.000 reais em doze meses. Cinco vezes a dívida, do nada.

Hoje tem uma lei que segura essa loucura. A dívida não pode mais do que dobrar. Então o seu mil reais vira, no máximo, dois mil.

Melhorou? Melhorou bastante. Mas presta atenção no que isso ainda quer dizer. Você acorda cedo, trabalha o mês todo, se esgota, e ainda entrega mil reais de juros só pra usar um dinheiro que ia ser seu mesmo. 

E nome sujo não trava só o crédito. Trava a vida inteira. Dificulta financiar a casa, complica até conseguir emprego em alguns lugares, e prende a pessoa num ciclo muito difícil de quebrar. 

NEM TUDO É O QUE PARECE

Sabe aquele recorde de afastamento por saúde mental? A idade média de quem se afastou foi 41 anos. Quer dizer, não é só o moleque de 25 que tá quebrado. O esgotamento pegou geral, inclusive muita gente que você acha que já se resolveu na vida.

A maioria são mulheres, 64% dos casos. E muitas delas bancam a casa sozinhas. Pelo Censo, a mulher sustenta quase metade dos lares do Brasil. Quer dizer, o esgotamento pegou em cheio o pai e a mãe de família no auge da vida.

E é bem diferente estar devendo quando se é jovem e não tem muitos custos, não tem filhos, do que estar numa condição vulnerável com um custo de vida bem mais alto aos 40 anos.

E muito desse sentimento, dessa frustração do dinheiro não poder dar conta é porque a economia do Brasil não vem ajudando nas últimas décadas. 

Inclusive foi isso que eu falei nesse vídeo aqui em cima, sobre a deterioração do poder de compra do nosso dinheiro frente à inflação real, que muitas vezes costuma ser bem maior do que aquela divulgada pelo governo o IPCA.

Então o quadro real é esse. O cenário é duro, mas dá pra virar o jogo. E vou te falar como daqui a pouco.

O SISTEMA TE QUER CANSADO

Mas deixa eu provocar você um pouquinho, porque esse canal é assim mesmo. É o nosso jeitinho.

Por que diabos essa geração tá tão esgotada? Ou entediada?

Trabalho sempre foi tédio mesmo, na maioria do tempo. 

E aí a gente pega uma geração viciada em dopamina como a nossa, rodando a tela de rede social o tempo todo, joguinhos feitos para te dar recompensa a cada etapa que você vence? Como que isso se compara a um trabalho, a uma tarefa entediante ou até mesmo ler um livro?

Comparado a um mundo de estímulos sem fim, o resto da vida parece um porre.

Então, parte disso é tela mesmo. Parte é trabalho sem sentido. Mas tem um terceiro motivo que bate direto no bolso.

Você trabalha o mês inteiro. E antes mesmo de ver a cor do seu salário, já saiu imposto, já saiu o INSS na fonte. O que sobra, a inflação vai corroendo de mansinho, mês a mês, sem você ver.

Aí você se pega correndo numa esteira que nunca desliga. A famosa Corrida dos Ratos. Trabalha mais, ganha um pouquinho mais, mas o custo de vida sobe junto e a sensação é que você nunca sai do lugar.

Se a gente fosse pagar as contas por dia em vez de pagar por mês, pensa no quanto você já estaria devendo antes mesmo de tirar o pijama.

Tem o transporte, tem o almoço fora, tem a assinatura do streaming, tem a tarifa do banco. Quando você soma tudo, descobre que trabalha um bom pedaço do mês só pra manter a máquina girando, e quase nada sobra pra você.

Um sistema que vive de te manter no limite tem todo o interesse em você cansado e gastando, em vez de descansado e pensando. Gente exausta não questiona, não compara taxa, não negocia, não investe. Só consome e paga juro.

E não adianta ficar esperando o governo aparecer com a solução. Quem vai ter que cuidar do seu dinheiro é você, antes que o cansaço decida por você. Vamos nos desesperar com calma, mas vamos sair do lugar.

COMO SAIR DESSA SEM SURTAR

Então bora pro que interessa de verdade. O que dá pra fazer mesmo morto de cansado, sem pirar o cabeção. Que é a gíria que os jovens estão usando agora. Essa aí e 67 também.

Primeira coisa. Tira o piloto automático do lugar errado e bota no lugar certo. Em vez de deixar o cartão correndo solto, deixa o investimento no automático. Configura um valor pequeno saindo todo mês sozinho pra uma aplicação. Você, cansado, nem vai sentir falta.

E olha como pouco vira muito com o tempo.

Bota 100 reais por mês investido, rendendo uns 10% ao ano, que é mais ou menos o que uma renda fixa boa anda pagando. Renda fixa é aquele investimento mais seguro, que você já sabe mais ou menos quanto vai render. Pois bem. Em dez anos, esses 100 reais por mês viram quase 20.000 reais.

E presta atenção no detalhe. Você colocou doze mil reais ao longo do caminho. O resto, quase oito mil, foi o juro trabalhando pra você enquanto você dormia.

Reparou? É exatamente o contrário do rotativo do cartão. Lá o juro trabalha contra você. Aqui ele trabalha do seu lado. A mesma força que afunda também levanta, depende de qual lado da conta você escolheu ficar.

Segunda dica. Dá um jeito de cortar essa bola presa no seu pé, que se chama DÍVIDAS. Não tem jeito: isso é atraso de vida, literalmente: o dinheiro que você ganha arduamente no seu trabalho, vira pó com os juros de dívida no país. Você trabalha para os outros.

Depois disso, antes de investir em qualquer coisa, monta a sua reserva de emergência. É um dinheiro guardado num lugar seguro e fácil de tirar, que cubra uns seis meses dos seus gastos. É o que segura a onda no dia que o cansaço virar uma crise de verdade, uma demissão, um problema de saúde.

Se você acha que seis meses é muito, sim, eu concordo com você. Demora muito tempo para chegar lá. Mas o primeiro grau de liberdade depois das dívidas é juntar um mês de salário, de maneira que seja suficiente para pagar UMA fatura do seu cartão de crédito, mesmo sem você precisar trabalhar.

Terceira. Foge do pagamento mínimo da fatura como o capeta foge da cruz. Pagar só o mínimo é assinar pra entrar no rotativo. Se você já tá lá dentro, renegocia hoje, não amanhã. Tem plataforma dando desconto pesado pra quem quer limpar o nome.

E a quarta é uma reflexão, pra você decidir.

Eu sei que quando a gente está cansado, não tem força pra nada. A mente está improdutiva. Se o corpo pede por descanso, então o mais correto é descansar mesmo e se você está nessa página, não tem conselho melhor pra te dar, senão esse.

Cuidar do seu sono e da sua cabeça é cuidar do seu bolso, por mais estranho que pareça.

Agora, se você está naquele trabalho que simplesmente te esgota, com aquele chefe pé no saco, intragável, que só suga as suas energias em todos os sentidos, como que você vai mudar essa situação se não dando um gás temporário fora do horário do serviço?

A noite, no fim de semana, no feriado, sei lá, talvez até nos jogos da Copa. Estudar ou começar a colocar em prática algo que você curte, mas que pode virar a sua renda principal no futuro.

Claro que é preciso descansar, mas como esperar uma realidade diferente se a gente continua fazendo a mesma coisa todos os dias? 

Então fica aí o questionamento para você tentar resolver consigo mesmo, descansar na hora que o corpo pede arrego, sim. Mas plantar as sementes que te permitam um dia viver de um trabalho que não te exija tanto, onde você consiga inclusive ser mais produtivo porque aquilo faz sentido de verdade dentro da sua vida.

E vai uma sexta de brinde, que conversa com tudo que a gente falou aqui. Diminui o tempo de rede social. Boa parte da compra por impulso nasce ali, vendo gente mostrando uma vida que muitas vezes nem é real. Menos comparação é menos gasto besta e menos cabeça fervendo. Seu sono e a sua carteira agradecem juntos.

Olha, eu já tive um burnout, e te contar, não desejo nem para o meu pior inimigo. Foi inclusive o que me trouxe até aqui, eu abandonei a empresa que eu criei, e trabalhei lá por 15 anos.

Se quiser conhecer essa história e como eu mudei o jogo, vem assistir aqui do lado.

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