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Isso aqui deveria ser CRIME, meu amigo!Imagina você abrir o aplicativo da corretora e ver R$20 mil na tela. Aí você pede pra sacar e o dinheiro que cai na conta é R$5.600.Não foi golpe de WhatsApp. Não foi pirâmide. Foi uma carteira montada por um assessor de investimentos, dentro de uma das maiores corretoras do Brasil.Isso aconteceu com um cliente que chegou na minha consultoria. E acontece TODA semana.Até onde vai isso, hein?Hoje eu vou abrir essa carteira na sua frente, número por número.
Esse vídeo vai salvar o seu bolso, e claro, valer o seu like e a sua inscrição aqui no canal.
A CARTEIRA QUE CHEGOU
O cliente chegou com quase um milhão de reais investidos. No papel, uma carteira diversificada. Na prática, um absurdo.
Um terço de tudo, mais de R$300 mil, estava em COE. Já te explico o que é essa belezinha.
Outros 25%, uns R$240 mil, estavam presos em dois fundos imobiliários de balcão, os tais fundos cetipados.
E o resto era uma gororoba de opções, CRA, debêntures, a gente vai falar jajá.
Começando pelo Fundo Cetipado, que não é negociado no pregão da bolsa.

Fundo cetipado não é negociado no pregão da bolsa, como um fundo imobiliário, por exemplo Ele fica no mercado de balcão da B3.
A cota costuma ter marcação menos frequente e, para sair antes, você normalmente precisa encontrar uma outra pessoa do outro lado do balcão, chamada de contraparte. E quando aparece comprador, é comum ele pedir desconto, justamente porque sabe que a liquidez é baixa.
Tinha ainda uma operação estruturada com opções em cima de ação de construtora. Tinha CRA, que ao contrário de um CDB, não tem garantia do Fundo Garantidor, o FGC. Tinha debênture, que também não tem garantia do FGC que só vence em 2045. Aham, champs. 2045.
E tirando a parte que era ruim, ainda tinha a parte sem sentido: 16 fundos imobiliários listados que juntos somavam R$50 mil. Não é nem diversificação, é pulverização mesmo. Dá até a impressão que entrou aqui na cota de justificar pro cliente que tá investindo em algo bom e que o cliente entende.
Tinha posição de R$640 num fundo. Tinha R$200 em ações de um banco.
Por que, você me pergunta? Eu não sei, e o assessor também não.
Eram dez ações. 6% da carteira.
No total, mais de 40 posições diferentes pra uma carteira de quase um milhão. E o perfil de risco desse cliente, no teste oficial da corretora, era moderado. Moderado. Com um terço do patrimônio em derivativo empacotado que o cliente mal tem ideia do que tem lá dentro.
Você acha que essa carteira foi montada pensando no cliente? Ou em quem montou a carteira pra ganhar em cima dela?
Guarda essa pergunta, porque a resposta tá no dinheiro. Não no do cliente. E a gente já chega lá.
QUE RAIO É UM COE
Mas o que vem a ser um COE?

É a sigla de Certificado de Operações Estruturadas. O banco pega um pouco de renda fixa, mistura com derivativos, embrulha num pacote com nome bonito e te vende com uma história sedutora.
Bolsa americana com alta ilimitada e capital protegido. Ouro bidirecional, que ganha se subir e se cair. Parece mágica, né?
Só que tem três problemas escondidos nesse embrulho.
Primeiro, as taxas. O banco monta a estrutura com uma margem gorda embutida no preço, e você não enxerga essa margem em lugar nenhum. Diferente de um fundo, o COE não mostra quanto está cobrando. E essa margem sai de onde? Do seu rendimento.
Segundo, a liquidez. O COE tem vencimento, geralmente entre 2 e 5 anos. Quer sair antes? Aí você descobre quem manda no preço. Spoiler: não é você..

Terceiro, o retorno esperado.
Pesquisadores da FGV analisaram 284 COEs vendidos pra investidor pessoa física no Brasil. Olha esse número: 252 deles tinham retorno esperado abaixo da taxa livre de risco.
Isso dá 9 em cada 10.
Traduzindo: em 9 de cada 10 casos, o Tesouro Direto, com risco menor e liquidez diária, tinha expectativa de render mais que o COE.
E aquele tal capital protegido? Primeiro que só vale no vencimento. Se a estratégia der errado, você recebe o valor nominal de volta depois de 3 ou 5 anos. E um detalhe nada pequeno de nós dois: sem nenhuma correção.
Faz a conta comigo. Você coloca R$10 mil num COE de 3 anos com capital protegido. Deu errado, você recebe os mesmos R$10 mil de volta. Com inflação de 5% ao ano no período, esses R$10 mil compram o que R$8.600 compravam no dia da aplicação.
Enquanto isso, os mesmos R$10 mil no Tesouro Selic, com o CDI dos últimos anos, teriam virado uns R$14 mil. Então o tal cenário sem perda te custou mais de R$5 mil de verdade. Perder dinheiro ganhando zero é uma arte que o COE domina.
A TELA MENTE
Agora o motivo desse vídeo existir. Vamos nos desesperar com calma.
Olha isso.
Esse cliente tinha um COE que custou R$20 mil. A tela da corretora mostrava R$20.600. Bonitinho, positivo, parecia tudo certo.
Na hora de sair, sabe quanto pagaram? R$5.600.
Tem outro pior. No mesmo cliente. Um COE de R$32 mil que a tela mostrava R$32.400. Valor real de saída: pouco mais de R$8.600.
Junta os dois: R$52 mil aplicados viraram R$14.200 na conta. Mais de 70% do dinheiro evaporou entre o mundo mágico da tela e a vida real.
É mole?
Por que isso acontece? Porque COE não tem mercado de verdade. Não tem uma tela de negociação na Bolsa (B3) onde investidores compram e vendem COEs entre si.
Quem te dá o preço de saída é o próprio emissor, o mesmo banco que montou o produto. Ele recompra pelo preço que ele quiser. Ou simplesmente não recompra.
A tela mostra uma marcação teórica. O seu dinheiro de verdade é outro número. E você só descobre isso no pior momento possível: quando precisa do dinheiro. Cruel, né?
O RELATÓRIO BONITO DA CORRETORA
Ah William, mas o relatório de rentabilidade mostrava que tava tudo bem.
Mostrava mesmo. E é aí que mora o perigo.
Olha aqui na tela.
Em 2 anos, a carteira rendeu 28%. Parece ótimo, né? Primeiro, se fosse verdade. Calma, vamos por partes.
Pra começar, o CDI no mesmo período fez 27,6%.
O risco é todo seu. Dois anos carregando COE, fundo travado, opções, debênture até 2045, mais de 40 posições. Tudo isso pra empatar com o CDI. Todo esse risco pra render o mesmo que um Tesouro Selic, que tem liquidez diária e risco zero.
Nos últimos 12 meses, piorou: 11,5% contra 14,1% do CDI.
E nesse ano, até o relatório de maio, 0,8% contra 5,1% do CDI.
Nos últimos 24 meses, a carteira ganhou do CDI em 12 e perdeu em 12. Cara ou coroa.
E presta atenção nisso, porque vale pra qualquer carteira.
Rentabilidade sozinha não diz nada. A pergunta certa é outra: rendeu quanto, correndo qual risco, comparado com qual alternativa? Quando você faz essa pergunta, muito relatório bonito desmonta na hora.
Pra você entender, pensa assim: o cara teve 200% de lucro em um ano. Espetacular, né? Mas investiu o que, 100% em bitcoin? Ou no tigrinho? Não tem sentido.
E o pior: Os COEs da pessoa ENTRARAM nessa simulação de rentabilidade. Pelo valor de tela. Aquele mesmo valor que a gente acabou de ver que não existe na hora do saque.
E o cliente felizão, achando que a carteira tá rendendo. Que pagou um profissional pra cuidar dos investimentos e que esse tantão de ativos que o cara colocou estão trabalhando para o futuro da família.
Estão sim, pra família do assessor.
A CEREJA DO BOLO: O EMPRÉSTIMO
Se tudo isso já te deixou com o estômago embrulhado, segura essa.
O assessor convenceu o cliente a pegar um empréstimo de R$200 mil na corretora, dando os próprios COEs e fundos travados como garantia. A gente até fez um vídeo dessa barbaridade aqui, duvido o brunão achar.
A taxinha cobrada pelo empréstimo? CDI mais 5,5% ao ano. Com a Selic em 14,50%, isso dá uns 20% ao ano. Quase R$40 mil de juros por ano. Mais de R$3 mil por mês saindo do bolso.
O requinte de crueldade: o cliente tinha dinheiro e liquidez na própria carteira pra usar esses R$200 mil sem dever um centavo a ninguém.
Calma que Piora. Por falta de orientação, o cliente usava as sobras pra amortizar o financiamento do imóvel, que custava 10% ao ano, enquanto mantinha aberta a dívida da corretora a 20% ao ano.
Pagando a dívida barata e alimentando a dívida cara. Matematicamente, o pior caminho possível.
A carteira que servia de garantia rendia, na média, o CDI, uns 14% ao ano. A dívida custava 20%. Essa diferença de quase 6 pontos, em cima de R$200 mil, eram uns R$11 mil por ano queimando só pela dívida existir. Todo ano. Sem aparecer em relatório nenhum.
E quando o cliente acordou e pediu pra sair de um dos produtos estruturados, sabe a resposta que ouviu? Que não tinha janela de saída no momento.
O dinheiro era do cliente. Mas quem decidia quando ele podia pegar era a instituição. Foi sem querer querendo.
SIGA O DINHEIRO
Agora a pergunta de um milhão: por que um profissional monta uma carteira dessas?
Um doce se você adivinhar. Siga o dinheiro, follow the money my friend.
O assessor de investimentos, no modelo tradicional, não recebe do cliente. Recebe comissão da corretora sobre os produtos que distribui. Quanto mais produto vendido, mais ele ganha.
O patrão do assessor não é você, é a corretora.
E adivinha quais produtos pagam as maiores comissões? Justamente os mais complexos e duvidosos: COE, fundo de balcão, operação estruturada, crédito privado.
Um Tesouro Selic, que deveria ter boa parte do dinheiro do cliente, paga comissão perto de zero. Não a toa, o cliente tinha quase nada disso. Um COE pode pagar vários pontos percentuais na cabeça, ou seja, no momento da venda para o assessor.
Então olha o conflito: o produto que é ruim pra você pode ser ótimo pra quem te vende. Basta ter, do outro lado, um ser humano com meta pra bater, e com conta pra pagar.
A boa notícia é que a coisa começou a mudar.
A Resolução 179 da CVM obriga corretora e assessor a divulgarem quanto ganham em cima de cada produto, e desde o fim de 2024 o cliente recebe até extrato trimestral de remuneração. É seu direito pedir isso para o seu assessor.
PRA SER JUSTO
Agora os contrapontos, porque aqui no canal a gente não esconde nada.
Todo assessor faz isso com o cliente? Não. Mas ele tem um BAITA INCENTIVO pra fazer.
Vou dar um exemplo pra você entender. Imagina que eu e o brunão somos assessores, que ganhamos comissões de produtos, e os que mais pagam, quase sempre são produtos ruins.
Ou que pelo menos não se aplicam pra todo mundo, como foi o caso desse nosso cliente, que era moderado e levou um monte de produto arriscado no ombo.
Produto complexo e travado foi parar na mão de quem precisava de simplicidade e liquidez.
Aí imagina o seguinte: dentro do modelo de assessoria, eu faço tudo direitinho. Só indico produto bom e adequado para o cliente. Como prêmio para a minha honestidade? Ganho pouco.
Mas o brunão tá ligeiro, já pegou o jeito de ser um assessor eficiente. Liga pro cliente todo mês pra dizer que pintou uma “oportunidade””. Gira o cliente e ganha comissão, cada vez que o cliente entra em uma nova coisa.
Resultado? Eu olho pro lado e vejo o brunão progredindo, levando a família pra disney, enchendo o bolso de dinheiro. Eu, o honestão aqui, to estagnado, com dívidas.
Me diz uma coisa: até quanto tempo você acha que dura a minha honestidade?
É um jogo que não é justo, não premia quem entrega os melhores produtos para os clientes.
Mas eu não julgo a pessoa, o assessor pessoa física. Todo mundo tem conta pra pagar. Não odeio o jogador, eu odeio o jogo.
Mas também me pergunto: não deveria ser função do cliente saber que o assessor e o gerente do banco não trabalham pra gente, mas sim para o Banco? São vendedores de produtos financeiros.
Ponto.
Então, existe sim assessor sério, que estuda, acompanha e ajuda o cliente. O problema central está no modelo de incentivo. O conflito existe mesmo quando o profissional é bem intencionado.
O ÚNICO MODELO QUE EU ACREDITO
Eu vou te mostrar qual foi a solução para os problemas do cliente que a gente recomendou pra ele. Mas antes, deixa eu te falar uma coisa.
Eu fui muitas vezes chamado pra abrir um escritório de ASSESSORIA, ou me juntar a um.
O problema é esse: como que eu faço um trabalho de educação financeira, te ensinando o que é bom de verdade pro seu bolso. E quando você vai na assessoria, o pessoal te entuba um monte de fundo sem sentido, um monte de COE, debênture de empresa ruim?
Iria rasgar o meu trabalho e o que eu prego aqui pra você. Não tem sentido nenhum.
Até que eu conheci um modelo relativamente novo aqui no Brasil, que é muito consolidado lá fora. O de Consultoria.
Pra você não confundir os dois na hora de contratar: o assessor é vinculado a uma corretora ÚNICA e vive da comissão dos produtos que distribui dela.
Pra começar, o consultor não tem vínculo exclusivo com uma instituição financeira. Pode te atender em qual banco ou corretora você estiver.
O consultor de investimentos tem registro próprio na CVM, responde direto pra você e é proibido de receber comissão de produto. São profissões diferentes, com incentivos diferentes.
O incentivo para o consultor é outro: ele ganha mais se você ganhar mais. Isso porque ele ganha um percentual pequeno do patrimônio sob gestão. Ou seja, se o cliente ganha mais, o consultor também ganha mais. Isso sim coloca o cliente e consultor do mesmo lado da mesa.
E aí recomendação só tem um critério: o que é melhor pra você. Não pra corretora.
E já adiantnado uma das coisas que a gente recomendou nesse caso aqui do meu cliente.
A minha empresa recomendou quitar o empréstimo de 20% ao ano imediatamente. Isso reduziu o patrimônio sob consultoria, ou seja, reduziu a nossa própria receita. E mesmo assim era a coisa certa a fazer.
É esse alinhamento que você deveria exigir de qualquer pessoa que toca no seu dinheiro.
Foi por isso que eu criei a minha consultoria a Lumen. Consultoria registrada na CVM trabalha com remuneração que vem do cliente, transparente, e zero comissão de produto.
Fica o convite pra você conhecer o nosso trabalho, bate um papo com a gente, diz que você veio pelo nosso vídeo, a gente vai ficar muito feliz em te atender.
O QUE A GENTE FEZ
Mas o que a gente fez pra ajudar o cliente, nessa bagunça de carteira?
O primeiro passo eu já te contei: quitar a dívida de 20% ao ano usando a liquidez disponível. Dívida cara se mata primeiro, sempre.
E depois a gente foi pra desmontar a carteira de forma ordenada. Vender o que tinha mercado, aceitar a saída onde a perda era recuperável e segurar até o vencimento os poucos COEs onde sair agora seria rasgar ainda mais dinheiro.
Terceiro reconstruir com simplicidade.
A carteira nova tem 5 grupos, totalmente alinhados com o objetivo do nosso cliente. É isso, não tem duas carteiras iguais, cada caso é um caso, a carteira é montada de acordo com o perfil e objetivos do cliente.
65% em renda fixa dividida entre pós-fixado, inflação e prefixado, 10% em ações, 10% em fundos imobiliários listados, 10% no exterior entre renda fixa e ações internacionais, e 5% divididos entre ouro e cripto.
Tudo com ativo líquido, transparente e barato. Coisa que dá pra explicar pra qualquer pessoa da família em um minuto. Eu fiz isso pra minha família e a gente faz isso pros meus clientes.
FECHA A CONTA COMIGO
Quatro lições práticas pra você levar desse caso.
Se você ainda tá na assessoria, pelo menos pede o extrato de remuneração do seu assessor. Ele é obrigado a fornecer. Quer saber se a recomendação é pra você ou pra meta dele? Olha o quanto ele ganha.
Muitas vezes você vai descobrir, da pior forma possível, que as coisas mais caras do mundo são aquelas que a gente ACHA que são de graça.
Pergunta sempre a liquidez antes de aplicar. Pergunta por escrito quanto você recebe se precisar sair amanhã. Se a resposta enrolar, hum, você já entendeu.
Desconfia de carteira com 40 posições. Complexidade raramente protege você. Quase sempre protege a comissão de alguém.
E se você tem R$300 mil ou mais investidos e bateu aquela pulga atrás da orelha sobre a sua própria carteira, o link da Lumen, minha empresa de consultoria, tá na descrição. A gente analisa exatamente esse tipo de situação, sem conflito, no modelo que eu te mostrei aqui.
Comenta aqui embaixo: você sabia a diferença de assessoria pra consultoria? Seus investimentos são bons pra você ou pro seu gerente ou assessor? E compartilha esse vídeo com aquele amigo que ACHA que o gerente e o assessor trabalham de graça pra ele.
Ah, o vídeo do COE tá aqui do lado pra você entender. Tem um outro até sobre investigação no ministério público. A coisa é feia, meu amigo!
ALERTA DE PEGADINHA! A verdade sobre o MEI de R$ 140 mil
URGENTE: NOVO PLANO do Governo quer ACABAR com suas DÍVIDAS (OU SERÁ QUE NÃO?)!
A MAIOR ROUBALHEIRA LEGALIZADA DA HISTÓRIA DO BRASIL (E VOCÊ É A VÍTIMA)
O TRISTE FIM do BRASIL: IPCA + 8,56% (ISSO É COISA DE PROFISSIONAL)!