Menu

O TRISTE FIM do PAÍS que QUEBRA SUAS EMPRESAS

Da Estrela à Bombril: por que as marcas que você cresceu vendo estão quebrando

O que será que está acontecendo com as empresas no Brasil hein?

Ano passado, batemos o recorde de empresas pedindo recuperação judicial por aqui.

Só de empresas devendo, são 9 milhões.

O que a gente fez pra chegar nesse ponto?

Hoje eu vou te mostrar por que isso tá acontecendo, e o mais importante: o que isso ensina pra você proteger o dinheiro da sua família.

Esse vídeo pode salvar o seu bolso, então já deixa o seu like e se inscreve no canal. Bora.

———

Você que é um cara raiz como eu, vai se lembrar do Banco Imobiliário. Do Autorama, do Detetive? 

Ou de coisas que o william dos anos 80 só sonhava em ter, como o pense bem ou o colossus.

Pois é. A empresa que fez todos esses brinquedos, a Estrela, acabou de pedir socorro na Justiça pra não quebrar.

E não foi só ela. 

Tok&Stok, 

Bombril, 

Coteminas, dona da Santista e M Martan. 

A dona do parque de neve lá de gramado, a Gramado Parks, também foi outra a entrar na fila.

Que inclusive deu dor de cabeça pra quem tinha Fundo imobiliário de papel com dívida dela, na época.

Sem contar o Pão de açúcar,

que a gente fez vídeo aqui, mas nesse caso é um acordo mais simples.

 A gente tá falando de várias marcas que a gente cresceu junto com elas, tudo entrando na fila do desespero. Vamos entender qual a treta.

QUANDO A MARCA FORTE NÃO BASTA

Too big to fail, ou grande demais pra quebrar. Se a empresa é grande e conhecida, então ela vai durar pra sempre.

Olha o caso da Estrela. Ela foi fundada em 1937. Quase noventa anos de história. Começou fazendo boneca de pano e carrinho de madeira, e virou aquela gigante que todo mundo conhece.

No auge, teve mais de dez mil funcionários trabalhando pra ela. Dez mil famílias vivendo daquilo.

Hoje? Tem cerca de quinhentos. 

E acabou de entrar com pedido de recuperação judicial, aqui no sul de Minas, em Três Pontas, onde fica uma das fábricas dela.

E sabe o que é mais doido? Essa é a terceira vez. 

Ela já tinha pedido recuperação em 2004 e de novo em 2008.

Ou seja, a empresa vem cambaleando faz mais de vinte anos, e que agora pediu socorro novamente para não falir.

O que pouca gente sabe é que é uma empresa da bolsa. Sim, se você tem coragem o bastante, pode virar sócio estelar, código ESTR4.

1000 reais lá em 1 ano, já viraram 860, de acordo com o investidor10. Eu acho que você deveria achar boas empresas para ser sócio.

Não uma que tem dúvidas até se vão cortar água e energia. E não é modo de falar, é de verdade mesmo. Mas cada um com seu cada qual, né?

Calma que eu já explico direitinho o que é essa tal de recuperação judicial. Mas antes deixa eu te mostrar que a Estrela tá longe, bem longe, de estar sozinha nessa.

NÃO É UMA EMPRESA, É UMA FILA

Agora olha esse número.

Ano passado, o Brasil teve 977 pedidos de recuperação judicial. É o maior volume desde aquela crise lá de 2016.

E quando você conta as empresas envolvidas, e não só os processos, dá 2.466 companhias. Isso é recorde. Nunca teve tanta empresa pedindo socorro de uma vez.

Pra você ter ideia, em 2016, no meio de uma recessão braba, com desemprego nas alturas, o número de empresas envolvidas em recuperação foi menor do que agora.

Ou seja. Tem mais empresa quebrando hoje, com bons números oficiais de emprego e inflação. Com mais gente comprando, do que tinha lá no fundo do poço da recessão.

Isso é um sinal de alerta gigante. É uma fila de empresas no fundo do poço.

A Estrela dos brinquedos. A Tok&Stok dos móveis. A Bombril da palha de aço, aquela do garoto Bombril. 

A Coteminas, que faz as toalhas Artex e as roupas de cama MMartan.

Setores que não têm nada a ver um com o outro. Brinquedo, móvel, limpeza, tecido. E mesmo assim, todas elas caíram pelo mesmo motivo de fundo. Já já você vai entender qual é.

O ÚLTIMO AVISO

Antes, meu último aviso pra você desse assunto esse ano. Até porque não vai dar mais tempo.

Se tiver vendo esse vídeo na quarta, faltam 2 dias somente pra você entregar a maldita declaração do Imposto de renda.

Se você tem ação da Estrela na carteira, ou qualquer outra, ou fundo imobiliário, você sabe exatamente o tamanho da encrenca.

É uma correria, sair catando nota de corretagem, calcular preço médio de cada ação que tem na carteira, lucro mensal, ganho de capital com FII.

Coisa que não vem pronta nem na corretora, nem na área do investidor da B3. Você vai ter que fazer na mão.

Ou usar o Grana app. Que é o que eu uso e são nossos parceiros.

A Declaração Automática do Grana faz o trabalho pesado. Calcula preço médio, lucro, prejuízo, isenção, dividendo recebido.

E gera um arquivo pronto pra importar direto no programa oficial da Receita Federal.

Sem planilha. Sem cálculo na mão. Sem risco de cair na malha fina por erro de digitação.

E com um detalhe importante: o Grana foi a única solução de IR no Brasil que recebeu investimento da própria B3, a bolsa brasileira. Atende todos os requisitos de segurança da Bolsa.

Link no primeiro comentário pra você pra baixar o app. O Cupom DINHEIRO te dá 25% de desconto no plano Mais Grana Anual.

Faltam poucas HORAS, meu amigo. Pega o cupom, resolve o IR logo, e tira esse peso das costas.

RECUPERAÇÃO JUDICIAL EM TRÊS MINUTOS

Bom, a gente tá falando de Recuperação judicial, mas faltou entender uma coisa.

RJ não é falência. Muita gente confunde.

Quando a empresa pede recuperação, ela vai na Justiça e diz assim: “ó, devo, não nego. Mas se você não me deixar trabalhar e me dar um respiro, eu não consigo produzir e aí que eu não consigo te pagar nada mesmo”

A Justiça então congela as cobranças por um período. Os credores, que são quem a empresa deve, não podem sair penhorando os bens. Fica todo mundo na geladeira.

Até porque,  Caso todo o patrimônio da empresa fosse vendido hoje, ainda faltariam quase R$ 570 milhões para fechar as contas. É mole?

Aí a empresa monta um plano: vou pagar fulano em tantos anos, vou vender tal fábrica, vou cortar custo aqui e ali. Esse plano vai pra votação dos credores.

Se eles aprovam, a empresa segue funcionando. Se não aprovam, o caminho é a falência mesmo, que é quando fecha tudo e vende os pedaços.

A loja continua aberta nesse meio tempo. As lojas da Tok&Stok, por exemplo, seguiram funcionando depois do pedido. 

Do mesmo grupo da Mobly, inclusive.

Beleza. Agora que você entendeu o mecanismo, vamos pro que interessa: por que tem tanta empresa boa com a corda no pescoço?

O VILÃO TEM NOME

Aqui é onde a coisa fica séria, e onde você precisa prestar atenção pro seu próprio bolso.

A maior parte dessas empresas se endividou num tempo de dinheiro barato. E aí mora o problema.

Lá na pandemia, em 2020, a nossa taxa básica de juros, a Selic, despencou pra 2% ao ano. Dois por cento. O menor nível que esse país já viu.

Pra você que tá chegando agora, a Selic é tipo a mãe de todos os juros do país. Seja bem vindo pra se inscrever por aqui com a gente também. Quando a Selic tá baixa, empréstimo fica barato. Quando ela sobe, encarece tudo: cartão, financiamento, empréstimo de empresa, tudo.

E com a Selic lá embaixo, foi crédito jorrando. Todo mundo pegando empréstimo, abrindo loja, investindo, achando que ia ser sempre festa.

Hoje tá em 14,50%. E o pior: todo mundo achava que ela iria cair muito até o fim do ano. 

Só que a guerra no irã tem pressionado muito os preços do petróleo, o que aumenta inclusive os alimentos no brasil e no mundo. Por isso, o mercado já tá vendo uma inflação mais alta por aqui.

Agora pensa comigo no que esse pulo faz com quem tá devendo.

Imagina que a empresa pegou vinte milhões de reais emprestados quando o juro tava lá embaixo, naqueles 2%. A conta de juro era de uns 400 mil reais por ano. Cabia no bolso, tranquilo.

Aí o juro pula pra perto de 15%. A mesma dívida, os mesmos vinte milhões, agora custam quase três milhões de reais por ano só de juro. Sete vezes mais.

E olha que eu nem falei em pagar o que pegou emprestado. Isso é só o juro. É dinheiro que não vira produto, não vira salário, não vira investimento. Evapora.

E não para por aí. Quando o juro sobe, o banco também fica com medo e fecha a torneira do crédito. Aí a empresa que precisava pegar um novo empréstimo pra pagar o antigo, o famoso rolar a dívida, não consegue mais. É sufoco em cima de sufoco.

Foi isso que pegou a Estrela, a Tok&Stok, todas elas. Não foi falta de cliente do nada. Foi a conta do juro engolindo o caixa.

E O SEU DINHEIRO, COMO ENTRA NISSO

Você deve tá pensando: “William, e eu com isso? Eu não tenho uma fábrica.”

Tem tudo a ver. Porque o mesmo juro que quebrou essas empresas tá no seu cartão, no seu financiamento, na prestação da sua casa.

Olha esse dado, é de assustar. Hoje, mais de 80% das famílias brasileiras estão endividadas. Oitenta por cento. É o maior percentual já registrado na história da pesquisa.

Quer dizer: de cada dez famílias do Brasil, oito devem alguma coisa. E quase 30% delas estão com conta atrasada, sem conseguir pagar em dia.

O campeão da dívida, sabe qual é? O cartão de crédito. Tá na mão de 85% das famílias endividadas. É o vilão silencioso da sua casa.

Então é o seguinte: quando o juro tá alto, quem deve sofre. Não importa se é a Bombril com bilhões ou se é você com a fatura do mês.

A diferença, e essa é cruel, é que a empresa grande tem advogado, tem o recurso da recuperação judicial, tem como sentar com o banco e renegociar bilhões em anos. E você fica sozinho com a fatura do cartão rolando a mais de 400% ao ano, sem advogado nenhum.

Por isso eu bato tanto nessa tecla aqui no canal. A dívida cara é o maior inimigo do seu patrimônio. Não é a inflação, não é o mau investimento. É a dívida cara.

Antes de investir um real, você tem que matar a dívida do cartão e do cheque especial. Não tem investimento no mundo que renda os mais de 400% que o cartão te cobra. Nem agiota tem essa audácia. É matemática simples, não é palpite meu.

CADA UM TEM SUA HISTÓRIA, MESMO MOTIVO DE FUNDO

Claro, os juros altos ferram todo mundo. E sim, juro alto é o preço que o mal gastador paga, seja uma pessoa comum ou o governo quando gasta demais. A diferença é que no caso do governo a gente paga sem ter culpa nenhuma. 

Mas cada uma dessas empresas caiu por um motivo um pouco diferente. Olha que história.

A Estrela, além do juro, levou uma porrada do comportamento das crianças. Hoje criança quer tela, quer celular, Brawl stars. 

Brinquedo de plástico foi perdendo espaço pro digital. Nem adiantou a estrela substituir por papelão, hoje tudo é assim, nem assim deu lucro.

A empresa ainda vende milhões em brinquedos, mas a margem é muito baixa.

A Tok&Stok é outra história. Apostou todas as fichas no consumo lá de cima, no pós-pandemia. Achou que o juro ia ficar baixo pra sempre e se endividou pesado pra crescer. Quando o juro virou, e o pessoal das vendas pela internet apertou a concorrência, ela afundou. 

Foi fechando loja, fechando loja, e a dívida passou de um bilhão e cem milhões de reais. Hoje o caso corre em segredo de justiça.

A Bombril é o caso mais doido de todos. 

A briga dela nem é tanto com banco. É com o Leão, com a Receita. Tem uma disputa de imposto que pode chegar a 2,3 bilhões de reais, herança de uma compra de títulos americanos lá nos anos 90, numa época em que a empresa era controlada por uns italianos. A dívida do pedido de RJ é pequena perto disso, uns 330 milhões. O monstro mesmo é o passivo de imposto que ficou pendurado por mais de vinte anos.

E a Coteminas, dona da Artex e da MMartan, aquelas toalhas e roupa de cama que sua mãe provavelmente gosta, é um gigante do tecido que vinha apanhando da concorrência de fora há anos. Roupa e tecido importado, mais barato, foi tomando o mercado. 

O plano dela acabou de ser aprovado, com um rombo de uns dois bilhões de reais. E olha só: perto de 850 milhões é dívida só de imposto federal. De novo o imposto pesando.

Viu o padrão? Imposto pesado, concorrência mudando o jogo, e por cima de tudo o juro alto sufocando o caixa. É o mesmo pano de fundo em quatro histórias completamente diferentes.

NEM TUDO É TRAGÉDIA, OLHA OS NÚMEROS

Eu prometo sempre te trazer os dois lados, então olha aqui um respiro.

Apesar de tanta recuperação judicial, o número de pedidos de falência, que é o fim mesmo da linha, caiu 19% no ano passado.

Quer dizer, mais empresas estão tentando renegociar e se salvar, em vez de simplesmente fechar a porta. Isso é até saudável dentro do caos.

E tem mais. A própria expectativa do mercado é que, com a Selic começando a cair agora, a inadimplência das famílias comece a aliviar daqui pra frente.

Então não é o fim do mundo. Mas é um aviso grande, em letra garrafal, sobre o tamanho do estrago que o juro alto faz.

O QUE A SUA FAMÍLIA TEM A APRENDER COM ISSO

Agora vem a parte que vale o vídeo, presta atenção.

Essas empresas grandes têm uma estrutura pra se proteger. Têm advogado caro, têm uma engenharia jurídica que separa o patrimônio dos donos, têm o instrumento da recuperação judicial pra ganhar fôlego.

E a sua família, tem o quê? Na maioria das vezes, nada. Tá tudo solto.

Primeira: marca conhecida não é sinônimo de empresa saudável. Se você investe em ações, olha o endividamento da empresa antes, não só o nome bonito. 

A Estrela, por exemplo, tá lá no investidor10 com a ação caindo quase 18% no último ano. O mercado já tava avisando.

Segunda: dívida cara mata, seja empresa ou seja pessoa. Mata empresa de noventa anos e mata orçamento de família. Limpa o cartão, foge do cheque especial, e só depois pensa em investir.

Terceira: quem tem patrimônio precisa proteger de forma organizada. Não deixa tudo solto torcendo pra dar certo. Estrutura, planeja, blinda.

A lição dessas marcas é dura, mas é de graça pra você. Aproveita.

O fato é que o Brasil mudou muito e não fez o dever de casa quando a maré tava boa. E o sentimento é que o nosso dinheiro vale cada dia menos. Se você quiser entender o porque e como se proteger, é esse vídeo aqui que você tem que assistir.

0:00
0:00
Written By

Leave a Reply

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *