SUPER EL NIÑO: O FENÔMENO DO CLIMA QUE PODE MEXER NO SEU BOLSO
Em 1877 um fenômeno fora de qualquer padrão provocou uma das maiores tragédias humanas do século 19.

Estima-se que dezenas de milhões de pessoas morreram pelo mundo por causa de seca, fome e das doenças que vieram junto. No Brasil, o Nordeste viveu uma das piores estiagens da sua história. Lavoura destruída, gente abandonando a terra em massa e uma crise que marcou gerações inteiras.

Meio milhão de pessoas morreram de fome e sede aqui no nosso país.

Quase 150 anos depois, os modelos climáticos mostrariam que o El Niño de 2026 pode chegar perto dessa intensidade.
Será que isso pode mesmo acontecer? Como preparar o seu bolso pra isso, hein? Então cola comigo aqui, deixa seu like porque esse vídeo vai salvar o seu bolso.
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A gente vai falar muito sobre inflação aqui nesse vídeo, que a coisa já não tá boa, né?
Vamos falar também de investimentos pra você proteger o seu dinheiro desse monstro.
Dentro de uma carteira diversificada, se você tem perfil para isso, claro, vale muito a pena você considerar investir em dólar e ouro.
Uma das maneiras mais fáceis é a versão digital delas, como USDC para o dólar e PAXG pro ouro.
No primeiro comentário tem um link pra você pra você começar, clica lá se você quer proteger parte do seu dinheiro dessa loucura chamada brasil.
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O MENINO TEMPERAMENTAL
E falando em começar, vamo começar entendendo o que é esse menino, o el nino, do jeito mais simples possível.
É um aquecimento fora do normal das águas do Oceano Pacífico, bem ali na linha do Equador.
Aí você diz, pelo que eu me lembro das aulas de geografia,

todo mundo sabe que só o Atlântico que encosta aqui, né?
Quer dizer, quase todo mundo, eu acho.
Então, o que tem a ver o pacífico com o Brasil? O Brasil não encosta mesmo no Pacífico, mas a atmosfera encosta no mundo inteiro. E especificamente o pacífico equatorial,

essa área perto da linha do equador, quando esquenta demais, ela muda os ventos, desloca as chuvas tropicais e bagunça o regime de chuva daqui.
No Brasil, esse padrão costuma trazer mais chuva no Sul e mais seca no Norte e no Nordeste. Tem ano que vira enchente de um lado e rio secando do outro, ao mesmo tempo.
Olha no mapa na tela como esse calor no Pacífico se espalha longe.

Esse fenômeno não é novidade nenhuma. Ele vai e volta a cada dois a sete anos, mais ou menos. Quando o Pacífico esfria demais em vez de esquentar, a gente chama de La Niña, que é o irmão do contra.
A grande dúvida do momento é com que força ele vem.
O QUE OS CIENTISTAS JÁ SABEM
Aqui o assunto fica sério.

A NOAA, que é a agência americana do clima, diz que a chance do El Niño aparecer entre maio e julho desse ano é de 82%. E pro nosso verão, a chance sobe pra 96%.
Ou seja, que vem El Niño, vem. Isso quase ninguém discute mais.
A dúvida é outra. Ele vem só forte, ou vem monstro?
Presta atenção nesse detalhe. Os cientistas usam o apelido de super El Niño quando a água do Pacífico fica mais de 2 graus acima da média histórica. Pode parecer pouco, mas pro clima do planeta, 2 graus é um murro na mesa.

Ou, se você preferir, tem gente chamando de Godzilla o tal menino. Possivelmente o mais forte da história moderna, se confirmar.

E como é que eles medem isso?

Nessa região específica no meio do Pacífico, cheia de boia e satélite, em que a temperatura da água é medida o tempo todo.

Quando a média de vários meses fica bem acima do normal ali, acende o sinal amarelo.

E a história ensina por que vale ficar de olho. Os grandes El Niños do passado, como o de 1997 e 1998 e o de 2015 e 2016, vieram junto com alguns dos anos mais quentes já registrados, com enchente, seca e incêndio em vários cantos do mundo. Tudo isso já aconteceu de verdade e tá registrado na história.
Mas por que é tão difícil cravar a força dele? Porque previsão de clima pra muitos meses na frente erra bem mais que previsão pra semana que vem. Quanto mais longe, mais nebuloso. Os próprios especialistas admitem isso na cara dura.
Tem até um período do ano em que os modelos ficam mais perdidos ainda. É como tentar adivinhar o placar do jogo no primeiro minuto. Dá pra ter uma ideia de quem é favorito, mas muita coisa ainda vai mudar até o apito final.
QUANDO O CLIMA VIRA PREÇO
Agora vem a parte que interessa pra gente aqui no Dinheiro Com Você. Afinal, é pra isso que você é inscrito aqui, né, pra falar de dinheiro? O que, você ainda não se inscreveu? Não acredito. Vamos ficar esperando aqui, Brunão.
Beleza!
Como é que o calor lá no Pacífico chega no seu bolso?
É mais simples do que parece. Clima ruim estraga as lavouras. E Lavoura estragada é menos comida. Menos comida com a mesma fome, o preço dispara.
Dispara mais ainda, né, porque a gente tem guerra rolando, que impacta no preço do petróleo, que impacta no diesel, que aumenta o frete, e por sua vez impacta no preço da comida.

Exatamente o que mostrou a prévia da inflação do mês de maio. Amarra as calças aí, meu amigo.
Lembra do café, o que aconteceu?

Entre meados de 2023 até o começo do ano passado, o preço do café subiu quase quase 170%. Quase triplicou de preço. E por quê? Geada, seca e calor demais, o que castigou as lavouras.
Aí você imagina que a sua família gasta uns R$200 por mês com café e arroz, por exemplo. Se o clima empurra esses itens só uns 15% pra cima, são R$30 a mais por mês. R$360 no fim do ano.
E você não trocou nada do que põe no carrinho. Mesma compra, conta maior.
Esse é o aumento mais traiçoeiro que existe. Nem pacífico tem aqui por essas bandas do brasil, né? Mas você paga o boleto.
E pensa no acumulado do ano. Se a sua compra de mercado, que era R$1000 por mês, vai pra R$1150 num ano de clima ruim, são R$1800 a mais saindo do seu bolso até dezembro. Isso é uma viagem em família, ou um bom aporte na sua carteira, indo embora só por causa de chuva fora de hora.
E olha que o café é só um exemplo. O mesmo vale pro arroz, pro feijão, pra carne, pro tomate. O agro responde por uma fatia enorme da nossa economia e da nossa mesa. Quando ele espirra, o supermercado inteiro pega pneumonia.
ALGUÉM TEM QUE PAGAR A CONTA (DE LUZ)
E não para na comida. Em ano de seca forte, o reservatório das hidrelétricas baixa.

Pra não faltar energia, liga a termelétrica, que é bem mais cara. O resultado é bandeira vermelha e a sua conta de luz mais salgada no fim do mês. Foi exatamente o que aconteceu no El Ninho de 2023 e 2024.
Ou seja, o mesmo fenômeno te cobra duas vezes. Uma no caixa do supermercado e outra na fatura de energia. E a origem dos dois aumentos é a mesma: a água esquentando lá longe.
É TUDO NO NOSSO!
Agora deixa eu te mostrar o tamanho do estrago que um evento desse causa de verdade. E aqui é a parte que me dá um pouco de raiva, confesso.

Você lembra das enchentes do Rio Grande do Sul, em 2024? Pois é, aquilo teve influência de El Niño.

O prejuízo chegou a quase 89 bilhões de reais.

Quase 10% do PIB Gaúcho, 2% de tudo que o Brasil inteiro produz em um ano. Mais de 2 milhões de gaúchos afetados.
E aquele El Niño de 2023 e 2024, que fez todo esse estrago que eu te contei, foi classificado pelos cientistas como forte, e nem chegou a ser super.
E não foi só o Sul.

No mesmo ciclo, o Brasil viveu a maior seca em 70 anos. Mais de 80% das cidades do país enfrentaram algum grau de estiagem. Foi rio secando na Amazônia, queimada no Pantanal e dificuldade pra transportar grão e combustível pelo país.
E aí entra o jogo que eu sempre denuncio aqui no canal.
Quando a tragédia bate na porta, o governo aparece com pacote bilionário de socorro. Fica bonito na foto, todo mundo aplaude. Só que esse dinheiro não cai do céu.
Sai de imposto que você paga. Sai de dívida que o país inteiro vai pagar depois. E sai daquela velha conhecida que rouba o seu poder de compra sem pedir licença: a inflação. É tudo no nosso.
E olha como a roda gira contra você. Comida cara empurra a inflação pra cima. O mercado já projeta a inflação fechar esse ano em mais de 5%, acima do teto que o próprio governo definiu, que é 4,5%.

Olha aí no gráfico azul, como a coisa vem piorando.
Com a inflação teimosa, o Banco Central mantém os juros lá no alto pra tentar segurar os preços. A Selic, que é a taxa básica de juros do país, tá hoje em 14,5% ao ano.
Juro alto tem dois lados. De um lado encarece o seu financiamento, o seu cartão e o crédito da sua empresa. Do outro, pra quem investe direito, abre uma baita oportunidade. Já já eu chego nela.
CALMA, NÃO É PRA ENTRAR EM PÂNICO
Agora eu preciso ser honesto com você, porque aqui não é canal de terrorismo pra ganhar clique fácil.
Tem muita gente nas redes vendendo o fim do mundo. Seca total garantida, caos garantido, fome garantida. E os próprios cientistas estão pedindo calma.

A meteorologista do Cemaden falou com todas as letras que ainda é cedo pra cravar um super El Niño. O que existe é uma probabilidade alta de El Niño forte, e a intensidade real só vai ficar clara nos próximos meses.
E tem dado que rema contra o pânico, viu? Eu faço questão de te mostrar, porque esconder seria te enganar.

A Conab, que é o órgão que acompanha as safras, projeta uma colheita recorde de café pra 2026 e 2027, quase 67 milhões de sacas.

Com a chuva ajudando as lavouras, o preço do café já começou a recuar, caindo quase 25% com relação ao começo do ano. Me conta aí se chegou no seu supermercado. Ou se caiu pra cima.
Mas o meu ponto é: o clima quando não atrapalha, pode até jogar a favor de vez em quando.
Então a regra aqui é a de sempre. A gente vai se desesperar com calma.
POR QUE ISSO É COM VOCÊ
Sabe o que mais me incomoda nessa história toda? A conta sempre cai no mesmo lugar.
O político erra a previsão, não investe em prevenção, não faz drenagem, não prepara cidade nenhuma. Quando a água sobe ou a seca aperta, ele some. E quem paga o pato é o pai de família que trabalhou a vida inteira pra juntar o pouco que tem.
Repara no padrão. O dinheiro pra prevenção, que era barato, nunca aparece. Mas o dinheiro pro socorro depois da tragédia, que é caríssimo, sempre acha um jeito de sair. E sai do seu bolso, via imposto e via inflação, sem ninguém te perguntar nada.
Por isso eu bato sempre na mesma tecla aqui no canal. Quanto menos você depende do governo pra te salvar, mais seguro você está. Reserva no lugar certo, patrimônio protegido e cabeça no lugar valem mais que qualquer promessa de governo. Em ano eleitoral, piora ainda.
O QUE FAZER COM O SEU DINHEIRO
Beleza, William, e o que eu faço na prática? Anota aí, porque agora é dica de verdade, do jeito que eu faço pra minha própria família.
Primeiro: monta a sua reserva de emergência. Evento climático mexe com emprego, com renda e com o preço de tudo. Ter de seis meses a um ano de gasto guardado num lugar seguro, que você saca rápido, é o que te deixa dormir tranquilo quando a notícia ruim chega.
Segundo: aproveita a Selic alta com cabeça. Com o juro a 14,5%, a renda fixa tá pagando muito bem. Olha um exemplo: vinte mil reais num CDB que rende 100% do CDI, rendem quase de R$2376 num ano, já descontado o imposto de renda. Dinheiro mofando na poupança te dá só 2 mil e trinta. Quase 350 contos a mais.
Outra alternativa é o Tesouro Reserva, novo título do governo, que você pode assistir nesse vídeo que tá aqui em cima.
Terceiro: não põe todo o ovo na mesma cesta. Em alguns cenários, ativos ligados a commodities agrícolas podem se beneficiar de preços mais altos. Mas isso não é automático. Fiagro tem risco de crédito, inadimplência, safra, concentração e liquidez. Empresa de alimento na bolsa pode ganhar ou perder dependendo de custo, margem e capacidade de repasse. O ponto aqui é diversificação, não aposta cega em agro.
E tem um título público feito sob medida pra essas horas, o Tesouro IPCA. Ele corrige pela própria inflação e ainda paga um juro por cima. Aconteça o que acontecer com os preços, o seu dinheiro acompanha em vez de derreter.
Só que o jogo desse título é outro: tem que comprar só com o dinheiro que você pode travar até o vencimento. E dá até pra ganhar bem mais do que é prometido, se você souber usar direito. Deixei aqui pra você entender.
Quarto: não toma decisão no susto. Manchete de catástrofe é feita pra te assustar e te fazer agir errado. Quem vende tudo no desespero costuma vender no pior momento e perder dinheiro.
E tem um quinto ponto, que é um dos mais importantes. Revisa o seu orçamento agora, antes do aperto. Você sabe de cabeça quanto a sua casa gasta com comida e energia por mês? Se não sabe, você não controla. Anota tudo por dois ou três meses, e já enxerga onde dá pra blindar.
No fim das contas, o super El Niño pode vir com tudo, pode vir mais fraco, ou pode até passar quase batido. Ninguém aqui tem bola de cristal, e quem te promete certeza tá querendo te enganar.
O que você controla é o seu lado da mesa. Reserva feita, carteira diversificada, cabeça fria e cada vez menos dependência de governo pra te socorrer quando a chuva apertar.
Porque enquanto eles discutem o clima no horário nobre da televisão, é a sua família que paga a conta no mercado, todo santo dia.
Pra você entender como proteger o seu dinheiro com dólar e ouro digital, como comprar, como guardar, as carteiras, tudo direitinho, vem assistir a esse vídeo aqui do lado.
ALERTA DE PEGADINHA! A verdade sobre o MEI de R$ 140 mil
URGENTE: NOVO PLANO do Governo quer ACABAR com suas DÍVIDAS (OU SERÁ QUE NÃO?)!
A MAIOR ROUBALHEIRA LEGALIZADA DA HISTÓRIA DO BRASIL (E VOCÊ É A VÍTIMA)
CUIDADO: A “pegadinha” do Nubank, Mercado Pago e PagBank que ninguém te conta
O TRISTE FIM do BRASIL: IPCA + 8,56% (ISSO É COISA DE PROFISSIONAL)!
A BYD VAI QUEBRAR? O Alerta Urgente que Ninguém Está Vendo!