E
Os Estados Unidos acabaram de carimbar o PCC e o Comando Vermelho de organizações terroristas.

Será que o Trump achou um motivo para invadir o Brasil? Ou será que é agora que os crimes acabam por aqui?
Vou responder tudo isso, mas claro, você é inscrito aqui num canal de economia, certo?
Vou te falar do ponto que talvez você ainda não pensou: como isso pode ferrar o seu bolso e seus investimentos. Sim, é tudo no nosso.
Vem comigo que eu te ajudo.
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OS EUA ACABARAM DE MEXER NO SEU INVESTIMENTO
Será o fim das organizações criminosas? Ou Terroristas, a partir de agora?
Afinal, o Brasil é um narco estado. Duvida?
Dizem que o crime movimenta em torno de 350 bilhões por ano por aqui.

Porcamente comparando, isso colocaria o crime ali coladinho do faturamento do itaú, consolidando como a terceira maior “empresa” aqui do bananil.

É mole ou quer mais?
E já que a gente não consegue resolver os nossos problemas, o tio sam ajudando não seria nada mal, né?

Bom, é porque você não se deu conta do que isso significa pra economia do brasil.
Pode parecer uma coisa bem longe da sua vida. Mas spoiler: pode encarecer o seu financiamento, mexer no juro que você paga e empurrar o rumo do seu dinheiro investido.
OS TANQUES NA FARIA LIMA
Eu sei o que tá passando na sua cabeça agora.
Terrorismo? Então os Estados Unidos vão invadir o Brasil, vão mandar tropa, vai virar Venezuela?
Aguenta aí que a gente vai chegar nessa pergunta, e ela é muito importante. Mas segura essa ansiedade um pouquinho. Vamos desesperar com calma.
Porque o estrago mais forte e mais provável dessa história é no seu bolso: no banco, no câmbio e no juro. É outro tipo de tiro, por assim dizer.
Então bora pra economia e jajá a gente fala se o Tiom Sam vai colocar porta aviões em Ubatuba. E se é agora que a criminalidade cai no Brasil.
O QUE REALMENTE ACONTECEU
Os gringos colocaram o PCC e o Comando Vermelho em duas listas de terrorismo.
A primeira já está valendo. A segunda, que é a mais pesada, entra em vigor no dia 5 de junho.

O secretário de Estado, o Marco Rubio, falou o óbvio:

são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil, com milhares de membros e ataques contra policiais, autoridades e civis.
Esse papo tem sim um lance político, direita versus esquerda, vamos falar mais disso jajá.
Mas o fato é o congelamento de bens dessas facções nos Estados Unidos, proibindo qualquer empresa ou pessoa americana de fazer negócio com elas, e transformando em crime, lá nos Estados Unidos, dar dinheiro ou estrutura pra esses grupos.
Deixa eu traduzir as duas listas pro nosso portugues brasileiro.
A primeira lista é mais financeira: ela seca o dinheiro do grupo, congela a conta e bloqueia negócios com americanos.
A segunda, a de organização terrorista estrangeira, é mais larga: ela transforma ajudar essas facções num crime sério lá fora, e ainda mexe com visto, deportação e investigação criminal.
POR QUE ISSO CHEGA NA SUA CARTEIRA
Eu sei que você tá pensando: William, eu não tenho nada com facção. Por que isso ia mexer no meu dinheiro?
Calma que eu te mostro.
Quando os Estados Unidos botam a palavra terrorismo do lado do nome do seu país, o investidor lá de fora passa a olhar o Brasil como um lugar mais arriscado.

Não por preconceito, nada disso. Quer dizer, tem um pouco sim, mas nem é o principal.
O fato é que calo aperta do lado deles também, juridicamente falando.
E investidor que enxerga risco faz uma coisa só: ou foge para as colinas. Ou pede mais juro pra topar emprestar pro país.
Os economistas chamam isso de prêmio de risco. Na prática é simples: o Brasil paga mais caro pra rolar a dívida dele.
E adivinha de onde sai essa conta. Do seu imposto e do juro que você paga no dia a dia.
Põe na ponta do lápis comigo.
Imagina que você vai financiar um imóvel de R$300 mil em vinte anos.
Se o juro de longo prazo sobe só um ponto porque o Brasil ficou mais arriscado no mapa do estrangeiro, você acaba pagando dezenas de milhares de reais a mais até quitar tudo.
Você nunca chegou perto de uma facção, mas pagou a conta do risco. É mole?
Tem mais. Vários fundos lá fora têm uma regra interna que proíbe botar dinheiro em lugar com presença de terrorismo ou em país sancionado.
Quando esse carimbo aí aparece, parte desse dinheiro simplesmente vira as costas pro Brasil. Menos dólar entrando, real mais fraco, e o dólar que você compra fica mais caro.

E tem um setor que pode apanhar mais rápido: o de combustível, justamente porque é onde mais apareceu a mão do crime organizado.

Acontece que NEM TODO o setor de combustíveis tá enrolado. Empresa séria desse ramo pode ter mais dificuldade de pegar dinheiro emprestado lá fora, mesmo sem dever nada.
Repara como funciona o jogo. Não precisa dos Estados Unidos invadirem o Brasil pra machucar a gente. Eles machucam muito mais no órgão mais sensível do corpo humano que é o bolso.
Basta o dinheiro de fora ficar mais caro e mais arisco. Isso já mexe no seu emprego, no seu crédito e no seu investimento.
QUEM TÁ NA MIRA DE VERDADE SÃO OS BANCOS
E quem tá suando frio nessa hora é o mercado financeiro.

Não foi à toa que, na mesma manhã do anúncio, os bancos correram pra conversar com o governo, preocupados.
O medo deles é claro. A partir do dia 5 de junho, um banco brasileiro que, mesmo sem querer, mover dinheiro ligado a essas facções pode ser punido pelo governo americano.
Então, mais risco pro banco significa o seguinte: ele vai dobrar o controle, investir em tecnologia, mais burocracia. E um doce pra você que adivinhar quem vai pagar a conta desse custo dos bancos.

Lembra do fatídico caso do Morais enquadrado na Lei Magnitsky? Os bancos tremeram porque quem desrespeita as regras americanas pode levar a porrada junto.
O pior é que o crime é especialista em camuflar as coisas. Tem a galera do setor cítrico, sabe? Os laranjas. É fundo que é dono de fundo do fundo do outro fundo…

No ano passado, a Receita estourou a Operação Carbono Oculto e achou o PCC enfiado no mercado de combustíveis.
Mais de mil postos ligados ao grupo movimentaram R$52 bilhões em quatro anos.

Seis fintechs funcionavam como banco paralelo da facção e movimentaram R$26 bilhões. Uma delas recebeu mais de R$1 bilhão só em dinheiro vivo.

E tinha cerca de quarenta fundos de investimento, com R$30 bilhões, usados só pra esconder quem era o dono de verdade.

Sabe onde estava parte dessa engenharia? Em fintech e fundo lá na Faria Lima, o coração do mercado financeiro do Brasil.
Ou seja, o dinheiro do crime tava sentado do lado do dinheiro de gente honesta.
É por isso que o banco surtou. Com o selo de terrorismo, deixar passar uma transação dessas para de ser multa aqui e vira risco de pancada vinda do dinheiro gordo, lá dos Estados Unidos.
Na prática, os bancos vão ter que apertar muito o compliance, reportar mais coisa pro COAF e gastar mais com tecnologia pra rastrear laranja e empresa de fachada. E banco pequeno e fintech podem até ficar mais isolados lá fora.
E quem paga esse custo todo, no fim da fila? Você, no tarifão, no juro do cheque especial e na burocracia que vai aumentar pra abrir conta e mover dinheiro.
OS EUA VÃO INVADIR O BRASIL?
Agora sim, aquela pergunta que ficou guardada lá no comecinho.
Será que esse carimbo abre a porta pros Estados Unidos mandarem tropa, drone, marine, sei lá o quê, pra dentro do Brasil?
Te contar que tem gente que não veria problema num ataque a Brasília não, hein? Que você acha, escreve aí.
Vou te responder com honestidade, sem terrorismo (com o perdão do trocadilho), mas sem fazer de conta que tá tudo bem.

Resposta curta: invasão com tropa no Brasil é muito improvável. Mas a preocupação com soberania não é maluquice.
Pra usar a força, os Estados Unidos precisariam de investigação, prova e base jurídica. Pelo menos na teoria, né? O Trump tem usado a interpretação da lei ao limite: ele mesmo define que país taxa, por exemplo.
Ele mesmo define guerra, quem atacar, Venezuela, irã. Lembra do Iraque? O Bush teve que convencer o congresso americano.
Acho que o grande medo é esse, Trump É a lei. Nem o congresso de lá para o cara. Imagina o direito internacional, a Onu. Ou pior, o Mercosul, coitado.
Na teoria, as próprias leis americanas que travam dinheiro de cartel exigem inquérito formal e análise da Justiça antes de bater. Não deveria ser o secretário acordar de mau humor e mandar ver mas tropas rumo a caraguatatuba.
Mas, esse ponto me pega, olha só.
O promotor que caça o PCC há anos, o Lincoln Gakiya, avisa uma coisa séria: com o selo de terrorismo, o assunto sai da mão da polícia e sobe pra área de inteligência e militar dos Estados Unidos.

E aí, no papel, isso abre espaço pra operação americana até dentro do Brasil. Ele mesmo diz que o risco é remoto hoje, mas que existe.
E não vê vantagens nessa classificação.
Professores de relações internacionais da USP e da UFABC vão na mesma linha: falam em risco à soberania, ainda que sem respaldo no direito internacional pra uma intervenção direta.
Porque, pega o exemplo da Venezuela. Lá os Estados Unidos carimbaram um cartel ligado direto ao Maduro, atacaram embarcações no mar e, no começo desse ano, o Maduro acabou capturado.
Isso mostra uma coisa que depois desse tipo de selo, esse governo americano já usou a força fora do território dele. Não dá pra fingir que o risco não existe.
Mas repara na diferença que pesa nessa comparação. Na Venezuela o crime tava colado no chefe de Estado. No Brasil, o PCC e o CV não são o governo brasileiro. Por mais conivente que a gente seja com o crime.
O Trump teria que rebolar muito pra explicar um ataque aqui. Mas nada que o incomode, porque ser incoerente e ficar mudando de opinião a todo momento é algo que parece ser exatamente o modus operandi do laranjão.
Talvez o risco maior pro Brasil, hoje, é econômico e diplomático. Não tanque na rua. Masss, quem viver verá.
QUEM PEDIU ISSO, E POR QUÊ
Agora vamos ver o lado político da parada.
Esse carimbo veio dois dias depois de o senador Flávio Bolsonaro se sentar com o Trump na Casa Branca.

O próprio Flávio disse que foi lá pedir, com todas as letras, pros Estados Unidos declararem o PCC e o CV como terroristas.
Do outro lado, o governo Lula sempre foi contra esse selo. Na visão dele, essas facções nem se encaixam na definição de terrorismo, porque matam por dinheiro e por território, não por uma bandeira ideológica.
Só que olha que cômico. O Lula defende isso, mas defende só um pouquinho. Porque não dá pra ficar defendendo o lado do crime publicamente em ano eleitoral. Pega mal, né?
Mas o fato é: a discussão é sobre a criminalidade e o combate a ela. A gente já paga os custos disso, todos os dias. O problema é pagar de novo: no dólar, na inflação e no juro. É tudo no nosso, como eu sempre falo.
E O CRIME, VAI DIMINUIR?
Mas será que é agora que o crime diminui? Essa é a pergunta que mais importa pra quem mora aqui e só quer andar tranquilo na rua.
Vou ser realista. Esse carimbo, sozinho, dificilmente vai fazer o crime encolher.
E eu não tô chutando. Olha o que aconteceu depois da própria Carbono Oculto.
Em vez de quebrar, o grupo se reorganizou rápido, abriu empresa de fachada nova e até aumentou o desvio de combustível.
Crime grande não some com canetada. Ele troca de roupa e continua dançando.
E faz sentido. Pra essas facções é tudo lucro. Enquanto der dinheiro, elas só trocam de empresa, de fintech e de estado pra continuar lavando.
Tem mais um risco que o Gakyia levantou. Hoje o combate ao tráfico depende de cooperação entre polícias, FBI, DEA, troca de informação.
Os promotores avisam que, se o assunto virar caso de defesa e inteligência militar, essa troca pode esfriar. Vira tudo sigilo. No limite, pode atrapalhar quem tá na linha de frente de verdade, como ele.
Então não compra a ideia fácil de que agora o crime acabou, porque não acabou. A vida do brasileiro nem gringo consegue resolver. Nem a NASA.
O QUE FAZER COM ISSO NA PRÁTICA
Beleza, William, e o que eu faço com tudo isso? Bora pro que interessa.
Primeiro: para de tratar notícia geopolítica como se fosse fofoca, ou só politicagem. Risco de país vira juro, vira câmbio, vira o preço da sua parcela. Quem entende isso antes se protege antes.
Segundo: não bota todo o seu dinheiro num lugar só e numa moeda só. Quando o real apanha, quem tem uma parte protegida lá fora sente bem menos o tranco.
Terceiro: foge da dependência. Os governos fazem cagada e você que paga a conta. Quanto mais o seu futuro depender de Brasília e do INSS, mais você fica refém dessas idas e vindas.
Quarto: aproveita o juro alto enquanto ele tá aí. Com a Selic ainda em 14,5% ao ano, dá pra blindar uma parte do patrimônio em renda fixa decente enquanto a poeira não baixa.
E por último, ou cuide bem do seu dinheiro, estudando, investindo sozinho. Tem conteúdo aqui desde 2017, então te convido a se inscrever por aqui.
Mas se não tem tempo ou aptidão pra isso, conte com pessoas sérias pra te ajudar, que não te empurram produto, não ganham comissão com produto ruim pra você. Eu coloco a minha consultoria de investimentos registrada na CVM, a Lumen, pra te ajudar, o link tá no primeiro comentário.
E sim, eu sei que é desconfortável ver o seu país nesse tipo de notícia. Mas o investidor inteligente não entra em pânico. Ele lê o cenário com calma e se posiciona.
ALERTA DE PEGADINHA! A verdade sobre o MEI de R$ 140 mil
URGENTE: NOVO PLANO do Governo quer ACABAR com suas DÍVIDAS (OU SERÁ QUE NÃO?)!
A MAIOR ROUBALHEIRA LEGALIZADA DA HISTÓRIA DO BRASIL (E VOCÊ É A VÍTIMA)
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O TRISTE FIM do BRASIL: IPCA + 8,56% (ISSO É COISA DE PROFISSIONAL)!
A BYD VAI QUEBRAR? O Alerta Urgente que Ninguém Está Vendo!